O Movimento República de Emaús informou ontem, durante coletiva de imprensa, que as atividades do polo Jurunas serão encerradas. A associação civil, sem fins lucrativos e de utilidade pública, trabalha com as crianças também no polo Bengui.
Cerca de 200 crianças serão prejudicadas pelo encerramento das atividades do polo, que atende também os bairros da Cremação e Condor. A coordenadora do Emaús, Jorgina Negrão, explica que a associação está fazendo tudo que pode para conseguir apoio. “A deficiência nos recursos financeiros nos fez entrar com uma ação para que o poder público assuma a responsabilidade pelo polo”.
PROJETOS
Os jovens que frequentam o polo do Jurunas participavam dos projetos “Arte Educação” e “Musicalização e Cultura”. “As crianças participavam de atividades culturais para depois serem direcionadas para a formação profissional, que é o foco do polo Bengui. Agora devemos concentrar todas as atividades lá”, explica.
Segundo Jorgina, há algumas semanas já vem sendo feito o diálogo com as famílias dos jovens que frequentam o polo Jurunas. “Há 40 anos que trabalhamos com jovens no polo Jurunas e agora eles estão preocupados de perder essa assistência que os beneficia muito. É preocupante, pois não há outra associação que trabalhe isso no setor”.
A coordenadora explica que, até o final do ano passado, o Movimento Emaús trabalhava com convênios, mas com a mudança de gestão muitas questões burocráticas ficaram no caminho. “Felizmente já estamos em diálogo com o governo do Estado e recebendo um retorno positivo. Já nos reunimos com o secretário de Estado de Assistência Social, por exemplo”.
Ainda não há uma previsão de até quando o polo Jurunas vai funcionar. Jorgina Negrão explicou que eles já estão trabalhando com uma quantidade reduzida de educadores. “É exatamente essa questão da falta de recursos financeiros que nos impede de pagar os profissionais”.
(Diário do Pará)
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