Lembrado em todo o mundo na data de ontem, o dia de Conscientização do Autismo foi marcado, em Belém, por programação com palestras sobre a instituição da Política Nacional dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista. A ação, realizada pelo Núcleo de Atendimento Educacional Especializado aos Transtornos Globais do Desenvolvimento (NATEE), reuniu na Estação Gasômetro, durante a manhã, pais, estudantes e profissionais ligados ao acompanhamento da síndrome.
A programação continua hoje no auditório do Centro Integrado de Inclusão e Cidadania (CIIC) com palestra sobre o autismo na perspectiva da área da saúde. No domingo, haverá caminhada alusiva ao tema, na praça Batista Campos, às 9 horas.
Segundo a coordenadora do Núcleo, Conceição Santos, o objetivo é formar, informar e conscientizar familiares e profissionais a cerca do autismo, doença que atinge um a cada 150 indivíduos , a maioria do sexo masculino. A projeção é de que no Brasil existam dois milhões de famílias com autistas. “O núcleo surgiu em 1999. Ao longo desses anos, os pais estão procurando a escola e os atendimentos especializados. Devagar a família vai perdendo o medo de se expor e integraliza a criança, o que é fundamental”, salienta Conceição. Pela lei, o acesso à educação e ao ensino profissionalizante é direito assegurado aos portadores do transtorno. Além do acompanhamento em sala de aula no ensino regular, os autistas também precisam de atendimento multiprofissional capaz de garantir a melhor sociabilização. Em Belém, o NATEE oferece serviços de acompanhamento psicopedagógico e fonoaudiólogo. Atualmente, 50 crianças estão cadastradas no local.
Para a promotora de Justiça de defesa da pessoa com deficiência e do idoso, Adriana Simões, que fez a palestra de abertura, a lei 12.764/12 que trata da política de atenção aos autistas demonstra a capacidade de organização dos grupos pró esses direitos. “Ela é importante no sentido de dar um reforço legítimo na reafirmação dos direitos dessas pessoas que também é dever do Estado”, afirma. Mãe da pequena Rebeca, seis anos, a professora Clara Azevedo falou de sua experiência. “O importante é agir logo procurando atendimento multiprofissional para tratar as lacunas apresentadas e paralelamente procurar o médico”, ensina.
(Diário do Pará)
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