Trabalhadores da educação pública de Floresta do Araguaia, município do sul do Pará, estão em greve desde o início da semana. A paralisação foi aprovada em Assembléia Geral da categoria, na última terça-feira (2), onde ficou definido que as atividades seriam suspensas caso o Prefeito Alsério Kasimirski (PSC) encaminhasse o Projeto Lei que reformula o Plano de Cargos Carreiras e Remunerações (PCCR) do Magistério, retirando vários direitos.
O prefeito protocolou o projeto de Lei na Câmara Municipal e os trabalhadores de educação deflagraram greve, até que o mesmo seja retirado ou rejeitado pelos vereadores. Caso a reivindicação não seja atendida, os grevistas pretendem interditar a BR-155, na localidade Bambu, na próxima quarta-feira (10).
Entre os direitos que podem ser retirados, estão as gratificações de nível superior e pós-graduação, a licença prêmio, entre outros. Essa medida representa uma redução no salário dos professores, que varia entre R$ 600,00 a R$1.200,00.
Em assembleia na segunda-feira (1), a categoria saiu em caminhada pelas principais vias de Floresta do Araguaia, até o prédio da Prefeitura Municipal, onde pretendia ter uma comissão recebida pelo prefeito e seu secretariado. Eles ocuparam o prédio e, então, conversaram com o assessor jurídico da prefeitura, Ivo Pinto, que posteriormente levou as reivindicações ao prefeito.
Contudo, de acordo com os grevistas, a resposta da prefeitura foi negativa e o projeto não deverá ser retirado da Câmara. (DOL, com informações do repórter Paulo Carrion)
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