No Tribunal do Júri da Comarca de Marabá, já está na fase final o julgamento de Alberto Lopes do Nascimento e dos irmãos José Rodrigues Moreira e Lindonjonson Silva Rocha, acusados de assassinar o casal de extrativistas José Cláudio Ribeiro da Silva e Maria do Espírito Santo da Silva, em 24 de maio de 2011, em Nova Ipixuna. Por volta das 15h20 desta quinta-feira (4), os debates foram encerrados e os jurados se dirigiram à sala secreta, para decidir o resultado do processo. A expectativa é de que o resultado saia antes das 19h.
O julgamento, que começou ontem, foi retomado pela manhã. Após o intervalo para o almoço, iniciado às 14h30, estavam previstas falas de réplica e tréplica entre acusação e defesa, mas o Ministério Público Estadual abriu mão da fala de réplica, concluindo esta etapa.
O promotor Danyllo Pompeu Colares afirmou que a Acusação abdicou da fala por já ter mostrado tudo que tinha planejado durante o debate da manhã e também para evitar a tréplica da Defesa, que, segundo ele, representaria "mais duas horas de mentiras".
O juiz, então, leu os quesitos de julgamento aos jurados, que seguiram para a votação na sala secreta. Do lado de fora do tribunal, equipes policiais começam a reforçar o esquema de segurança para conter qualquer manifestação que possa surgir, caso os jurados votem pela absolvição dos réus. Em frente a sede da Comarca de Marabá, centenas pessoas, entre representantes de movimentos, ONGs e sociedade civil, acompanham o julgamento.
A expectativa sobre a decisão dos jurados é grande. Entre o público que estava dentro do tribunal durante a sessão, o comentário geral é de que a Acusação deixou de fora do debates pontos que poderiam ter sido usados como agravantes da pena, como as características de uso de tocaia e o motivo torpe do crime.
Por outro lado, a defesa argumentou citando, pricipalmente, a questão da internacionalização da Amazônia, afirmando que o casal tentava "dar o controle das terras à ONGs e outras organizações", ressaltando também a pressão da mídia sobre o caso, o que, segundo os advogados, causou pré-julgamento dos acusados, antes de uma condenação oficial.
(DOL com informações de Ednaldo Sousa/Diário do Pará – Sucursal Marabá)
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