Escolas municipais, unidade de saúde e os Centros de Referências em Assistência Social (Cras) não deverão funcionar na próxima quinta-feira (11) por causa da paralisação dos servidores municipais de Belém.
A manifestação foi anunciada, ontem, pelo “conjunto de trabalhadores municipais organizados” - que reúne o Sindicato dos Servidores da Saúde de Belém (Sindsaúde), o Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Pará (Sintepp) e a Associação dos Funcionários da Fundação Papa João XXIII (Asfunpapa)-, que reivindica melhores condições de trabalho e direitos trabalhistas.
Segundo o movimento, uma audiência de negociação foi solicitada para o próximo dia 12, mas não foi atendida até o momento. A Prefeitura Municipal de Belém, por sua vez, diz que desconhece tal pedido e informa que está disposta a dialogar com a categoria.
ATO
No dia da paralisação, os servidores prometem fazer um ato público em frente ao Palácio Antônio Lemos, sede da prefeitura, a fim de chamar a atenção do prefeito Zenaldo Coutinho para agendar uma audiência que, segundo um dos líderes do movimento, o sindicalista Aldo Rodrigues, foi pedida no mês passado. “Se ele não nos receber, iremos entrar em greve”, alertou Aldo. Apesar de ter dito isso, Aldo não confirma o estado de greve entre a categoria, que tem se reunido em assembleia para discutir as necessidades de cada setor.
Há pelo menos seis propostas na pauta de reivindicações, entre elas o pedido de reajuste do ticket alimentação de R$ 200 para R$ 600; a unificação e implantação do Plano de Cargos, Carreira e Remuneração (PCCR); o pagamento das perdas salariais de 20,84% e uma auditoria nas contas do Instituto de Previdência e Assistência do Município de Belém (Ipamb).
TICKET
Segundo a presidente da Asfunpapa Josyanne Quemel, o ticket alimentação não tem reajuste há três anos. “Tem secretarias que não pagam o ticket alimentação, por isso queremos o reajuste e a extensão do benefício a todos os servidores”, alegou.
Maurilo Estumano, coordenador do Sintepp, afirma que a maioria das escolas municipais da capital, que atende a educação básica precisa ter as salas ampliadas e acrescidas de uma infraestrutura que garanta a acessibilidade dos alunos com deficiência física.
Sobre o pagamento da reposição salarial de 20,84%, a Prefeitura de Belém ressalta que já está em fase de negociação com o Sindicato dos Servidores Municipais de Belém (Sisbel) para que cheguem a um acordo. A prefeitura também informou que a chefia de gabinete não recebeu nenhum pedido de agendamento para uma audiência no dia 12 de abril. Entretanto, a administração municipal reafirma que está disposta a dialogar com os servidores.
(Diário do Pará)
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