O Instituto de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental do Pará (Idesp) e a Defensoria Pública do Estado do Pará lançaram ontem a publicação “Redescobrindo o assistido”, que traz informações sobre a estrutura e os serviços oferecidos pelos núcleos regionais da Defensoria e nos municípios onde há atendimento itinerante. Esta é a segunda fase da pesquisa. A primeira contemplou a Região Metropolitana de Belém (RMB).
Segundo Josep Vidal, coordenador acadêmico do projeto, questionários foram aplicados em doze núcleos da Defensoria. “Verificamos a qualidade de atendimento, a forma de gestão e a imagem da Defensoria”, explicou. A situação de cada núcleo varia de acordo com cada região, mas alguns problemas são comuns a todos. “A qualidade de atendimento é boa, mas há falta de pessoal, servidores e técnicos, infraestrutura e defensores especializados em temas específicos”, disse.
O número de defensores no estado também seria insuficiente para conseguir atender a demanda nos interiores. “Temos 123 defensores e a demanda da população carente é muito grande. Em alguns municípios estamos atendendo cerca de 80% da população. Fazemos um esforço tremendo para atender as demandas de fato”, afirmou Alexandre Bastos, diretor de interior da Defensoria Pública. Ele diz que são necessários 350 defensores para atender melhor a população em todo o estado.
Por disponibilizar informações sobre a estrutura e os serviços da Defensoria, o projeto serve como base para que o trabalho possa ser aperfeiçoado e deficiências, corrigidas. “Hoje a Defensoria conta com inúmeras ferramentas de gestão em que nos baseamos para nossa atuação e o ‘Redescobrindo o assistido’ é a principal delas porque estamos ouvindo a população, que é a nossa razão de existir. Precisamos tomar várias medidas, desde melhorar a estrutura física até a ampliação do quadro funcional. Através desse conjunto de ações podemos usar esses indicadores e trabalhar”, ressaltou Luis Carlos Portela, defensor geral do Estado.
Os resultados apontados na publicação estarão disponíveis em todas as bibliotecas das universidades do Pará e também podem ser consultados pela internet, através do site da Defensoria. (www.defensoria.pa.gov.br/).
(Diário do Pará)
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