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Obreiros do sítio Pimental paralisam atividades

Os trabalhadores do canteiro de obras no sítio Pimental, em Vitória do Xingu, nordeste paraense, paralisaram as atividades na manhã desta sexta-feira (05). Eles reclamam do não pagamento de adicional por insalubridade e periculosidade, da péssima qualidad

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Os trabalhadores do canteiro de obras no sítio Pimental, em Vitória do Xingu, nordeste paraense, paralisaram as atividades na manhã desta sexta-feira (05). Eles reclamam do não pagamento de adicional por insalubridade e periculosidade, da péssima qualidade da alimentação e da constante presença de policiais e homens da Força Nacional armados nos canteiros.

“Muitos homens ficam sem o café da manhã em função do horário do início do trabalho, e hoje (05) encontraram até insetos vivos na comida. A presença das forças de repressão também incomoda muito, pois os trabalhadores se sentem em um presídio. Para se ter uma ideia, na última demissão de 80 operários (no final de 2012), quem trouxe a lista de nomes foi a Força Nacional de Segurança”, explica Maria Serafim, presidente do Sindicato da Construção Leve de Altamira.

De acordo com informações do ativista sindical, Emiliano Oliveira, um documento com 35 reivindicações já foi entregue a diretoria do Consórcio Construtor Belo Monte (CCBM).

“O consórcio se recusou a receber nossa comissão, então encaminhamos o documento. Agora estamos aguardando um retorno da administração para saber o que será feito à respeito. Além disso, os guardas (agentes da Força Nacional) estão entrando em conflito com os trabalhadores”, denuncia Emiliano.

Ainda segundo o sindicato, os 80 trabalhadores demitidos foram denunciados por um suposto espião contratado pelo CCBM para monitorá-los. Ele teria sido descoberto no final de fevereiro, alega ter recebido R$ 5 mil pelo serviço e disse que as informações foram repassadas para a Agência Brasileira de Inteligência (ABIN).

CONSÓRCIO

O DOL entrou em contato com CCBM para apurar os motivos da paralisação e foi informado, por meio de nota, que o consórcio negocia apenas com o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Pesada do Estado do Pará (Sintrapav), e que apenas 20% dos trabalhadores do sítio Pimental aderiram a paralisação.

A nota também afirma que o acordo coletivo, celebrado no fim do ano passado entre trabalhadores, sindicato e empresa, está em vigor e sendo cumprido em sua totalidade. Sobre as reivindicações entregues pelos trabalhadores, a CCBM informa que não recebeu nenhuma pauta de reivindicações.

(DOL com informações do Movimento Xingu Vivo Para Sempre)

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