Policiais militares e guardas municipais conseguiram desbloquear nesta sexta-feira (5) a entrada do lixão do Aurá, que estava fechada desde a tarde de ontem, devido a um protesto feito pelos catadores da área contra o fim das atividades no aterro sanitário, em agosto de 2014. A desobstrução do portão de acesso ocorreu sob forte resistência dos manifestantes. Algumas pessoas ficaram feridas e um manifestante foi detido.
O protesto impedia a entrada de caminhões de lixo na área do aterro, porque os catadores exigiam a presença do prefeito da capital, Zenaldo Coutinho, para esclarecer as decisões do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), assinado na quarta-feira (3) pelas prefeituras de Belém, Ananindeua e Marituba e pelo Ministério Público do Estado (MPE).
A integrante do grupo dos catadores, Maria Alice Costa, diz que tudo já está normalizado na área, mas critica a ação policial. “Uma adolescente de 14 anos recebeu três chutes na costela, mas todo mundo já saiu daqui. Graças a Deus, já está tudo em paz de novo”, relata.
De acordo com a PM, um efetivo da Tropa de Choque foi até o local e agiu dentro da lei. Ainda segundo a polícia, quem se sentir prejudicado pela ação, pode procurar a corregedoria da corporação para denunciar o ocorrido.
Após a desobstrução da entrada do aterro, o prefeito Zenaldo Coutinho marcou uma audiência com a comissão de catadores para tratar do assunto, na tarde desta sexta-feira (5), a partir de 16h30, no prédio da prefeitura.
O TAC propõe o ordenamento no tratamento e manejo e dos resíduos sólidos. Sem licença ambiental há 22 anos, o lixão deve fechar ano que vem, conforme determina a Política Nacional de Resíduos Sólidos.
(Jorge Luís Rodrigues/DOL)
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