Moradores de diversos bairros de Belém e Ananindeua amanheceram sem água ontem. Ficou difícil sair de casa e realizar as tarefas domésticas durante toda a manhã.
“Aqui em casa nós somos três adultos e uma criança. Quem saiu para trabalhar foi sem tomar banho. Para mim, sobrou o dever de fazer milagre para dar conta da casa. Aproveitei a comida do dia anterior”, disse a dona de casa Lea Costa, 44 anos.
Moradora da rua dos Tamoios, no Jurunas, Lea só viu a água na torneira ao meio-dia e não comemorou. “A água chega na hora do almoço e da cor de barro. É um absurdo essa situação”, reclamou a moradora, que aproveitou para guardar a água da chuva que caiu no início da tarde, em Belém. “A gente nunca sabe quando a água vai embora”.
Em canudos, a situação foi semelhante. Segundo Algenor Campos, a água deixou de cair nas torneiras por volta das 21h de anteontem e só voltou no final da manhã de ontem. “À noite, às vezes, falta (água). Mas a gente tava pensando que ia ter de manhã e, para nossa surpresa, tava tudo zerado. Não ter água é coisa que tira a paciência de qualquer um”.
RECLAMAÇÃO
Quem mora em Ananindeua também reclamou do problema. Quem não dispõe de poço artesiano e, portanto, depende da água da Companhia de Saneamento do Pará (Cosanpa) precisou ter uma dose a mais de paciência. “São 11h e só agora a água chegou. Isso é hora de se começar a arrumar a casa?”, questionava a empregada doméstica Miriam Santos, enquanto dava inicio à limpeza da casa dos patrões, na Cidade Nova VI.
Próximo dali, no conjunto Guajará, Creuza Marques, 51 anos, driblou o problema que, segundo ela, é recorrente. Uma caixa d’água no quintal armazena a água. “Falta água aqui praticamente todo dia. A louça tá limpa e o almoço, garantido, porque a gente guarda”. O vigilante Carlos André completa: “Não dá para confiar só na água da torneira”.
(Diário do Pará)
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