No ano passado, o Pará registrou 7.440 acidentes por animais venenosos, com 29 mortes. Os números são inferiores aos de 2011, quando houve 7.648 notificações e 31 óbitos. Para reduzir ainda mais esses dados, o Curso de Capacitação no Manejo de Vítimas de Animais Peçonhentos começou nesta segunda-feira (8).
Promovido pelo Centro de Informações Toxicológicas (CIT) do Hospital Universitário João de Barros Barreto, o evento marca os 15 anos de fundação do CIT-Belém e ocorre no auditório do hospital, com o objetivo de capacitar médicos e enfermeiros para o atendimento de pacientes em casos de acidentes com animais peçonhentos nas diversas regiões do Pará.
Os principais animais peçonhentos de importância para a saúde pública no Brasil são as serpentes, os escorpiões e algumas aranhas. Segundo o coordenador estadual de Zoonoses, Reynaldo Lima, os acidentes com serpentes acontecem com maior frequência no campo, enquanto os com escorpiões e aranhas têm característica urbana. Ele também diz que a época de calor e de chuvas é a mais favorável para a ocorrência dos acidentes, pois é quando os animais venenosos estão em maior atividade.
Sobre o tratamento em caso de acidente, o coordenador explica que a forma mais eficiente é o soro, que deve ser aplicado o mais rápido possível na vítima. Os soros antipeçonhentos são adquiridos pelo Ministério da Saúde e distribuídos aos Estados e às unidades de referência para atendimento gratuito aos acidentados.
Dados epidemiológicos apontam a macrorregião oeste com o maior número de acidentes por escorpião (47,54%) e por aranha (24,68%); já a macrorregião nordeste é a que ocupa o primeiro lugar em acidentes com serpentes (18,51%).
Serviço: o principal papel do CIT-Belém é orientar profissionais de saúde no manejo clínico do paciente vítima de acidente por animal peçonhento. Informações: (91) 3249-6370/ 3201-6622/ 08007226001; e-mail: cithujbb@ufpa.br.
(DOL, com informações de Sespa)
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