A presença do Conselho Tutelar na casa das crianças abandonadas, no bairro do Benguí, causou um certo alvoroço, ontem de manhã. Uma das crianças acabou fugindo. Mas os conselheiros não tinham a intenção de separá-las da mãe e nem de leva-las para um abrigo. As crianças foram levadas até a casa onde a mãe delas trabalha como doméstica, na Cidade Nova.
A filha mais velha, de 16 anos, contou que lá eles se reuniram em separado com a mãe e exigiram que ela tomasse as providências necessárias para melhorar a situação dos filhos que não estudam e estavam abandonados há uma semana, sem comida, num barraco miserável na Alameda 5, daquele bairro, conforme denúncia dos vizinhos.
Os conselheiros informaram que a mãe poderia perder a guarda das crianças, caso fossem feitas novas denúncias. Depois disso as crianças foram levadas de volta para a casa delas no Benguí.
A reportagem do DIÁRIO esteve à noite na casa, que estava sem ninguém. O DIARIO mostrou a situação das crianças na edição de ontem. Mesmo após a denúncia, os cinco – duas meninas, uma de 7 anos e outra de 16 anos e três meninos, de 3, 12 e 13 anos - ainda permaneciam sozinhos, pela manhã, antes da chegada do Conselho Tutelar.
Na casa humilde, a adolescente de 16 anos tentava cuidar dos outros irmãos. “Eu tomo conta deles e a responsabilidade que é dela (mãe) acaba ficando pra mim”, disse.
(Diário do Pará)
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