O curso de Assistência Obstétrica pela Redução da Mortalidade Materna, promovido pela Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), está sendo realizado até sexta-feira, em Belém, para 60 profissionais, entre médicos e enfermeiros da Região Metropolitana de Belém.
A coordenadora estadual da Saúde da Criança, Ana Cristina Guzzo, explica que a ideia é discutir qualificação da atenção obstétrica prestada nos hospitais do Pará. “Nós queremos discutir a forma como as mulheres estão sendo atendidas e pensar em novas práticas”.
Ana Cristina diz que o curso mostra-se ainda mais importante devido à quantidade de mortes maternas verificados no Estado. “Hoje nós temos uma quantidade inaceitável de óbitos maternos, com cerca de 70 mulheres por ano em todo o Pará. É um número que precisa ser reduzido imediatamente”.
Um dos focos é parte das investigações de cada caso. “No ano passado investigamos apenas 30% dos casos, um número muito baixo. Nossa meta é chegar aos 100% e essa investigação tem que ser divulgada para que as pessoas saibam que estamos cientes e buscando soluções”.
ATENÇÃO
Ana Cristina afirma que a atenção primária de qualidade é essencial. “Quando identificamos uma mulher que pode ter problemas na gestação, mais rápido podemos encaminhá-la para um acompanhamento específico e evitar complicações no parto”.
Uma mulher que quiser engravidar deverá fazer todos os exames necessários e verificar se está em condições para isso. “Se uma mulher tem anemia, por exemplo, é melhor que ela se trate primeiro, para depois pensar em engravidar. Tudo devidamente acompanhado”.
O curso em Marabá abrangerá as áreas de saúde também do lago de Tucuruí e Carajás. Segundo a Sespa, a situação do setor é preocupante, uma vez que em Marabá foram registradas 5 mortes em três meses.
(Diário do Pará)
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