O presidente da Assembleia Legislativa (AL), deputado Márcio Miranda (DEM) negou que o comando da Aeronáutica no Pará tenha “barrado” a construção da nova sede do parlamento, cujo projeto dispõe de quatro andares e foi assinado pelo arquiteto Alcyr Meira ao custo de R$ 1.4 milhão.
A notícia nos bastidores da AL era de que a construção poderia causar perigo ao pouso e decolagem de pequenas aeronaves no aeroclube de Belém, que se localiza em terreno ao lado de onde será construída a nova sede.
O terreno, que já foi de propriedade da Aeronáutica, fora repassado ao governo paraense no primeiro governo de Simão Jatene, onde está instalado o comando da Polícia Militar (PM) do Estado. Para repassar a área ao Legislativo, a PM cobrou R$ 10 milhões pelo terreno. O projeto todo está orçado em R$ 60 milhões, segundo o presidente da AL.
Miranda visitou o comandante da Aeronáutica, major brigadeiro Carlos Peclat, juntamente com outros deputados e o arquiteto e que expôs o projeto da nova sede da AL, mas que não houve nenhuma manifestação prévia ainda do comando.
AVALIAÇÃO
Ele informou também que o comandante determinou uma análise do projeto pelos especialistas da força aérea, mas que não tem data para divulgá-la. “A iniciativa de visitar o comando da Aeronáutica foi do parlamento, pois nos preocupamos com a proximidade do aeroclube. A partir desta análise que o comando mandou fazer saberemos se será necessária alguma adequação do projeto à área”, assegura Márcio Miranda, garantindo que não há manifestação verbal nem formal sobre o projeto.
Além da sede da AL, aponta Márcio Miranda, nos terrenos ao lado do aeroclube serão construídas as novas sedes da Polícia Federal e Receita Federal. A reportagem do DIÁRIO tentou contato com o comando da Aeronáutica ontem à tarde, mas não conseguiu.
(Diário do Pará)
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