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Frete de vans virou opção após a nova Lei Seca

Wendson Carleu Silva, 38 anos, garante que consegue faturar entre R$ 5 mil e R$ 6 mil por mês. Considerando a realidade brasileira, metade da renda mensal de Wendson já faria a alegria de muita gente. Para alcançar esse rendimento, ele apostou na organiza

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Wendson Carleu Silva, 38 anos, garante que consegue faturar entre R$ 5 mil e R$ 6 mil por mês. Considerando a realidade brasileira, metade da renda mensal de Wendson já faria a alegria de muita gente. Para alcançar esse rendimento, ele apostou na organização e na divulgação de um serviço cada vez mais procurado: o frete de vans.

Desde que a chamada Lei Seca se tornou mais rigorosa, cada vez mais pessoas optam por deixar o carro na garagem, reunir um grupo de amigos e rachar a conta de um transporte que, em muitos casos, sai mais em conta que um táxi. Sem se preocupar com blitz surpresa ou fiscalizações, a única dor de cabeça que os passageiros precisam levar em consideração é a da ressaca no próximo dia.

No último domingo (7), o promotor de vendas Luciano Neves, 56 anos, reuniu 12 pessoas, entre amigos e familiares, e fretou uma van por R$ 180. “A gente foi para um aniversário em um condomínio no 40 Horas. A van pegou e deixou a gente na porta de casa, sem problema nenhum. Saiu R$ 15 para cada, juntei o dinheiro logo na entrada para ninguém dizer que esqueceu depois”, conta rindo.

Para o promotor de vendas, aliar bebida a direção é um perigo tanto para o bolso quanto para a vida. “É muito melhor fretar a van do que pagar combustível e se arriscar no trânsito. Assim a gente pode beber sem esquentar a cabeça”, comenta.

José Marques, 59 anos, tem uma microempresa de turismo e dirige van há quatro anos. Em época de chuva, fora da alta temporada, é o transporte fretado que garante aumento do faturamento mensal em até 50%. Os destinos são variados: de aniversários a shows, o que os clientes buscam é a comodidade e segurança do serviço.

“Como o pessoal bebe mesmo, na volta, vem todo mundo cantando, dançando... A gente procura atender bem para conquistar os clientes”, diz José. Segundo Wendson, a demanda está tão grande que já falta van na praça. “Como as pessoas gostam da excelência do serviço, a nossa expectativa é que o negócio cresça ainda mais”, anseia.

DETRAN

Ivan Feitosa, gerente de operação e fiscalização de trânsito da capital pelo Departamento de Trânsito do Pará (Detran), afirma que a tolerância para motoristas que insistem em dirigir após ingerir bebida alcoólica é zero.

Seguindo determinação do Conselho Nacional de Trânsito, desde janeiro, o limite no teste do bafômetro não pode ultrapassar 0,05 miligramas de álcool por litro de ar. “A quantidade de álcool no corpo varia dependendo do tempo de ingestão e do organismo da pessoa, mas é melhor não arriscar. Até as pequenas doses são detectadas”, explica o agente do Detran.

Considerada infração gravíssima, conduzir veículo automotor embriagado, além de uma multa de R$ 1.915,30, rende ao condutor a suspensão do direito de dirigir por um ano e pode levá-lo à prisão. “Se a porcentagem passar de 0,34 miligramas, além de processo administrativo, o condutor é conduzido às autoridades policiais competentes e responde a processo criminal”, esclarece Feitosa. A pena pode chegar de seis meses a três anos de prisão.

Segundo o gerente de operação e fiscalização de trânsito, todas as viaturas da capital estão equipadas com etilômetro. “É uma verificação simples, não tem mistério. Se o condutor se recusar a fazer o teste, de acordo com a nova resolução, a própria identificação visual de que ele está alterado pode servir pra instaurar processo administrativo”, esclarece. As blitz, segundo Feitosa, costumam ocorrer diariamente e são intensificadas aos finais de semana.

(Diário do Pará)

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