Chega à fase final, na tarde desta quinta-feira (11), a segunda sessão do julgamento de Francisco Moura Júnior e Paulo José do Espírito Santo Costa pelo envolvimento no assassinato do jovem Patrick Botelho, de 16 anos, em fevereiro de 2012. Após os debates entre Defesa e Acusação, o júri presente se encaminhou para uma sala fechada onde votam sobre o destinos dos réus.
Durante a manhã, os advogados tiveram três horas para fazer suas defesas. Por volta das 14h, ocorreu o intervalo para o almoço. No retorno da sessão, ambas as partes tiveram oportunidade novamente de falar, durante a réplica da Defesa e a tréplica da Acusação.
O principal argumento da Defesa é baseado em uma gravação da câmera de segurança de uma farmácia, que filmou Francisco Júnior comprando pilhas no estabelecimento pouco antes do horário do crime, que ocorreu entre 20h e 20h30. A advogada afirma que o vídeo prova que não tinha como o acusado estar presente ao local do crime.
Já a Acusação sustenta a primeira tese apresentada, de que Francisco arquitetou a morte de Patrick por ciúmes entre a amizade da vítima com a namorada. A promotoria afirma ainda que os depoimentos apresentados durante a sessão de quarta-feira (10) foram inconsistentes e contestou a versão de Paulo José, que confessou o crime, mas deu uma versão diferente do ocorrido.
Paulo afirmou durante o interrogatório que ele estava sob efeito de drogas quando encontrou com Patrick em uma rua do distrito de Mosqueiro, em Belém. Ele alega ter cometido o esfaqueamento tentado assaltar Patrick. Segundo a versão, Paulo foi convidado pelo garoto a ir até um lugar isolado, onde a vítima teria perguntou sobre sua preferência sexual.
O resultado será lido pelo juiz Edmar da Silva Pereira, que preside o julgamento.
(DOL com informações de Adson Ferreira/Diário do Pará)
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