Os idosos correm 12 vezes mais risco de morrer por dengue do que pessoas de outras faixas etárias, informou o Ministério da Saúde. Segundo a instituição federal, 42% das 132 vítimas fatais da doença no país foram pessoas com mais de 60 anos. Os números correspondem aos primeiros três meses deste ano. No Pará, dos 2.612 casos confirmados de dengue, 177 são em maiores de 60 anos, mais de 6% dos casos.
Segundo a infectologista e virologista Rita Medeiros, a vulnerabilidade está relacionada à prevalência de doenças crônicas. “A diabetes e as doenças no coração podem complicar os casos e, como elas são mais frequentes nos idosos, esses dados sobem”, explica. Rita Medeiros informa que os sintomas e cuidados continuam os mesmos. “Há apenas uma ressalva, o paciente com dengue precisa ser hidratado e em alguns casos essa hidratação é venosa. Nos idosos é preciso fazer isso com acompanhamento, já que as chances de provocar um edema agudo de pulmão são maiores”, completa.
Por esses motivos, a orientação é de que os idosos procurarem uma unidade de saúde assim que surgirem os primeiros sinais da doença como febre, dor de cabeça e nas articulações.
Como sinais de agravamento, as dores abdominais e vômitos persistentes devem ser observados. “Os cuidados devem ser mantidos, a sociedade é que precisa combater o mosquito”, alerta a médica. O paciente com suspeita de dengue também não deve tomar remédios compostos por ácido acetilsalicílico, como a Aspirina.
(Diário do Pará)
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