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Preservar dá lucro a ribeirinhos

Famílias em situação de extrema pobreza e que moram dentro de áreas de preservação ambiental no Pará estão recebendo a cada trimestre, do governo federal, R$ 300,00 do programa Bolsa Verde. O programa garante o repasse do valor durante o prazo de até dois

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Famílias em situação de extrema pobreza e que moram dentro de áreas de preservação ambiental no Pará estão recebendo a cada trimestre, do governo federal, R$ 300,00 do programa Bolsa Verde. O programa garante o repasse do valor durante o prazo de até dois anos por meio do cartão Bolsa Família. O prazo pode ser renovado. Nos últimos dias, cerca de 400 famílias ribeirinhas agroextrativistas de Anajás que tiveram suas terras tituladas por meio do projeto Nossa Várzea, do Ministério do Planejamento, de responsabilidade da Secretaria do Patrimônio da União (SPU) no Pará, receberam o dinheiro.

O município, localizado no arquipélago do Marajó, integra o Plano de Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia, e hoje é prioridade do governo federal. As famílias que recebem o benefício praticam o uso sustentável dos recursos naturais, preservando o meio ambiente. O repasse do dinheiro, feito em solenidade presidida pelo superintendente do SPU no estado, Lélio Costa, cumpre a meta da 1ª etapa do Programa Bolsa Verde no Pará e já beneficiou mais de 50 mil famílias na Amazônia pela entrega do Termo de Autorização de Uso Sustentável (Taus).

A coordenadora na Amazônia Legal do Ministério do Planejamento, Patrícia Menezes, explicou no evento que o objetivo do governo é levar o benefício ao maior número de famílias que vivem da exploração sustentada dos recursos naturais e que contribuem para preservação das florestas. Em Anajás, 1.296 famílias foram regularizadas em áreas de várzea sob a gestão da SPU. Cerca de 92% das famílias ribeirinhas agroextrativistas tituladas pelo órgão na Amazônia são público do programa Brasil Sem Miséria, tido pela presidente Dilma Rousseff como uma das prioridades de seu governo.

Para Costa, a regularização fundiária é uma realidade no Pará, tanto que está sendo ampliada com a fusão de outras politicas públicas que geram segurança ambiental, emprego e renda para famílias extremamente pobres. “Essa ação no território do Marajó está sendo muito importante para inclusão social de pessoas que vivem em condições críticas de pobreza. Estamos de fato levando o estado brasileiro a quem precisa e secularmente foi excluído de direitos”, afirmou o superintendente.

Maria Silva, de 73 anos, disse que chegou a duvidar que um dia o benefício chegasse até a região onde mora. “Vivo aqui a minha vida toda e nunca vi governo nenhum pisar aqui no rio Mocoões para ajudar esse povo. Me sinto feliz por ser escolhida pelas autoridades, graças a Deus, fomos iluminados”, declarou emocionada.

BOLSA VERDE

O programa é parte do Plano Brasil sem Miséria e objetiva incentivar a conservação dos ecossistemas, promover a cidadania, melhorar as condições de vida e elevar a renda da população incentivando a participação de seus beneficiários em ações de capacitação ambiental, social, educacional, técnica e profissional.

Para ter direito ao programa a família deve ter renda per capita mensal de até R$ 70,00. Também tem que estar inscrita no Cadastro Único, para poder assinar o termo de adesão ao Programa Bolsa Verde, que especifica as atividades de conservação a serem desenvolvidas.

(Diário do Pará)

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