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Jovens entregam Carta às autoridades

Criação de espaços de esporte e lazer que estimulem a cultura nas periferias. Criação de um órgão de atenção especial para evitar a evasão escolar. Promover e financiar debates em escolas a respeito de temas sobre a realidade dos estudantes. Criação de cu

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Criação de espaços de esporte e lazer que estimulem a cultura nas periferias. Criação de um órgão de atenção especial para evitar a evasão escolar. Promover e financiar debates em escolas a respeito de temas sobre a realidade dos estudantes. Criação de cursos e projetos profissionalizantes gratuitos para jovens e adolescentes. Ontem pela manhã, após três dias de debates e discussões, os jovens do 1º Colóquio Amazônico de Adolescentes apresentaram no Centro de Memória da Amazônia, no bairro do Reduto, a Carta de Princípios para Crianças e Adolescentes da Amazônia. O documento possui 47 reivindicações visando a implantação de políticas públicas que beneficiariam milhares de jovens em situação de vulnerabilidade social. Diante de autoridades do poder executivo, legislativo, judiciário e organizações da sociedade civil, os jovens cobraram.

Cerca de 200 jovens de nove Estados participaram do evento inédito no Norte. O Colóquio foi promovido pelo Centro de Defesa da Criança e do Adolescente (Cedeca-Emaús), em parceria com Unicef (Fundo das Nações Unidas Para a Infância) e governo do Estado. O coordenador do escritório do Unicef em Belém, Fábio Atanásio, chamou atenção para a representação dos nove Estados da Amazônia Legal no evento. “A solução de problemas como violência e desigualdade social não vai partir de atitudes individuais. Todos os setores da sociedade precisam enfrentar isso. O que nós tivemos aqui foi o início de um trabalho que é longo, mas, pelo menos, o governo assumiu a situação e se mostrou disposto a enfrentá-la”, observou.

Dados do Mapa da Violência 2012, do Centro Brasileiro de Estudos Latino-Americanos, mostram que o Pará figura como um dos líderes no ranking de Estados com maior número de mortes de adolescentes. Na última década, 6.662 foram assassinados, a maioria negros. Mayrã Soares, 17 , estudante do município de Bujaru, disse que uma comissão será criada para acompanhar as providências que o poder público vai tomar diante das reivindicações. “Os problemas não são apenas do Pará, outros Estados têm as mesmas necessidades nas áreas de saúde, segurança e educação. Eles se comprometeram em nos atender, mas nós sabemos que o trabalho não termina aqui”, lembrou.

(Diário do Pará)

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