A recente notícia do aluguel de dois hotéis de Belém para a Prefeitura do município chamou a atenção para a crise hoteleira que a capital paraense vem enfrentando.
O prefeito Zenaldo Coutinho deverá usar um prédio de 15 andares como Gabinete (na travessa Alferes Costa com a Duque de Caxias) e o antigo Hotel Faraó (avenida Júlio César) para sediar a Autarquia de Mobilidade Urbana de Belém (Amub).
A queda de ocupação média dos hotéis faz parte de uma crise que vem se configurando há algum tempo. É o que explica o presidente do Sindicato de Hotéis e Restaurantes de Belém e Ananindeua (Shore), Carlos Freire. “Essa é uma situação que vem junto a uma conjuntura nacional e internacional. A baixa oferta hoteleira veio embalada em uma situação causada pelo setor mobiliário”, explica.
Trata-se dos condo-hotéis, empreendimentos que têm a estrutura operacional de um hotel, onde o dono não precisa se preocupar com limpeza e cuidados do apartamento. Ou seja, o cliente compra um ou mais apartamentos, unindo investimento imobiliário ao negócio e formando um grande desafio ao setor hoteleiro. “Esses condo-hotéis trazem toda uma nova demanda e nova perspectiva. Por outro lado, temos que ver também que, historicamente, os três primeiros meses do ano são de baixa ocupação na Região Metropolitana de Belém. Então todos esses fatores reunidos ocasionam nessa crise de ocupação”, explica Carlos Freire.
De acordo com a Belém Convention & Visitors Bureau (Belém CVB), a rede de hotelaria de Belém é composta de 71 hotéis.
No total, são 12.420 leitos disponíveis. Esses hotéis podem ser classificados nas categorias Luxo, Superior, Turístico, Econômico
e Simples. Carlos Freire chama atenção para o tipo de ocupação hoteleira de Belém: “É uma ocupação corporativa, sem dúvida. Ou seja, são empresários que viajam a negócios e por isso representam essa ocupação apenas nos dias de semana. No final de semana a quantidade de pessoas nos hotéis diminui bastante”.
(Diário do Pará)
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