Cerca de 90 operários que trabalham para o Consórcio Construtor Belo Monte (CCBM), protestaram na Praça da República, em Belém, na manhã deste domingo (14) contra várias denúncias nos canteiros de obras da Usina Hidrelétrica de Belo Monte.
O grupo que chegou em Belém na sexta-feira (12), decidiu durante assembleia realizar o protesto. Os operários entraram em greve na sexta-feira (5), com uma lista de 35 reivindicações. "Entre os pontos em destaque da lista, estão o aumento de salário, a retirada da presença da Força Nacional dos canteiros de obras e a luta por adicional de confinamento", destaca Atnágoras Lopes, membro da Secretaria Executiva Nacional da CSP-Conlutas.
Ainda de acordo com Atnágoras, durante a greve que durou aproximadamente uma semana, pelo menos 1.500 operários foram demitidos. O grupo protesta em Belém para reafirmar as denúncias apresentadas contra o Consórcio, junto à Defensória Pública. "Estamos aqui para dar prosseguimento às denúncias contra o CCBM e exigir principalmente a apuração e punição dos atos de repressão e intimidação de empregados pelo Consórcio e pela Força Nacional de Segurança contra os trabalhadores", friza Atnágoras.
Os operários estão alojados na Sede Campestre do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil, e devem permanecer no local até que consigam resposta das autoridades acerca das denúncias. "Estamos no aguardo dos órgãos acionados até o momento, entre eles o Ministério Público Federal, Ministério de Trabalho, Tribunal Superior do Trabalho, Defensoria Pública, e o próprio Consórcio. Queremos que seja aberto um canal de negociação”, finaliza Atnágoras.
(DOL)
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