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Pais são fundamentais na detecção de doenças

Carinho, proteção e cuidado são fundamentais para qualquer recém-nascido. Mas as precauções de pais e mães devem ir muito além dessas medidas. A observação minuciosa do bebê é essencial para detectar possíveis problemas, visto que alguns sinais são indica

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Carinho, proteção e cuidado são fundamentais para qualquer recém-nascido. Mas as precauções de pais e mães devem ir muito além dessas medidas. A observação minuciosa do bebê é essencial para detectar possíveis problemas, visto que alguns sinais são indicativos claros de algo não vai bem. A precaução é o primeiro passo que deve ser tomado para assegurar a saúde do recém-nascido. Nesse sentido, a triagem neonatal é importantíssima, porque detecta precocemente doenças metabólicas, genéticas e infecciosas que poderão causar alterações no desenvolvimento neuropsicomotor do bebê.

“O cuidado materno começa bem antes da gravidez com o planejamento de uma gestação sadia com hábitos de vida saudáveis que se continuam no pré-natal com a realização de exames de rotina, como os testes para infecções congênitas como Sífilis, HIV, toxoplasmose entre outros e o teste do coraçãozinho preconizado nas primeiras 24 horas de vida, detecta risco de cardiopatia congênita precoce.” destaca a perinatologista Márcia Maciel, especialista em gestação de auto-risco.

Paulo Alex Barata e Natália Favacho se desdobram em cuidados com o pequeno João Paulo Barata, primeiro filho do casal. Nascido ao sétimo mês de gestação, ele precisou de cuidados especiais e, após um período de internação, recebeu alta. Agora precisa de acompanhamento pediátrico permanente. “Meu filho já fez o teste da orelhinha, do olhinho e do pezinho. Eu venho uma vez por semana aqui na Santa Casa e sigo à risca todas as orientações dos médicos, assim eu fico mais segura”, diz a mãe.

A médica chama a atenção para os exames obrigatórios do recém-nascido, como o teste da orelhinha, que deve ser feito entre o segundo e o terceiro dia de vida, para detectar possíveis deficiências auditivas; o teste do pezinho, realizado até o sétimo dia, e que previne doenças que podem comprometer o desenvolvimento mental e físico da criança, permitindo que o tratamento seja feito antes mesmo do aparecimento de sintomas; e o teste do olhinho, ou do reflexo vermelho, realizado na primeira semana, que previne patologias oculares como a retinopatia da prematuridade, catarata congênita, glaucoma, retinoblastoma, infecções e traumas de parto.

Mary Lucy Maia, pediatra e diretora assistencial da Santa Casa, alerta para que as mães prestem atenção nos sinais emitidos pelo bebê. Uma aparência triste e abatida pode indicar que alguma coisa não vai bem. O relacionamento dos pais com o bebê é importante para observar esses sinais e, caso observem algo estranho, devem procurar logo um médico”, diz.

A pediatra ressalta, ainda, que os primeiros dias de vida são os quem exigem mais cuidados. "O pedaço do cordão umbilical que ainda não se desprendeu do bebê, deve permanecer seco e limpo para facilitar a cicatrização e evitar infecções", diz a pediatra, que recomenda que o banho do nenê não seja com imersão e que se faça a higiene dessa região umbilical com álcool 70%. "Depois que cair, a mamãe já pode dar banho com imersão, utilizando xampu ou sabonete líquido neutro. A limpeza da região genital do bebê deve ser feita com água morna, nada de lenços umedecidos, que também podem causar irritação. As assaduras devem ser tratadas com cremes de proteção com óxido de zinco e vitamina A.

Amamentação - Cynara Souza, nutricionista e gerente do banco de leite da Santa Casa destaca que a amamentação é extremamente prática e econômica, uma vez que o leite é produzido pelo próprio organismo, na temperatura correta, o que dipensa a necessidade de se esquentar mamadeiras ou lavar utensílios de cozinha. “O vínculo afetivo entre a mãe e o filho é muito importante, fortalece o sistema imunológico do bebê, protegendo-o contra infecções respiratórias e intestinais, levando-o a ganhar peso, fato que o ajudará a crescer forte”, afirma a nutricionista. Ainda segundo ela, o bebê deve ser amamentado todas as vezes que desejar e a mãe deve permitir que a criança mame até o momento em que sentir o peito vazio, para, só então, oferecer a outra mama.

Cynara Souza enfatiza que é sempre bom lembrar que o bebê deve ser colocado para arrotar logo após a mamada. "Se ele for ficar deitado, deve ser posicionado de lado, pois se vier a vomitar não corre o risco de se sufocar. “Algumas mães podem apresentar dificuldades com a amamentação pela ocorrência de rachaduras (fissuras) devido à pega incorreta do bebê no seio. Para evitar este problema, a criança deve abocanhar toda a aréola (parte escura da mama) e não apenas o mamilo. Caso as rachaduras já existam, o leite ajudará a cicatrizá-las”, conclui a nutricionista.

(Agência Pará)

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