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Cuidado é essencial para quem trabalha com a voz

O homem é o único animal que se comunica através da fala. Para cada sílaba que pronunciamos, diversos músculos são movimentados. Um esforço que, para muitos, passa despercebido. No entanto, para quem faz de sua voz instrumento de trabalho, o desgaste de h

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O homem é o único animal que se comunica através da fala. Para cada sílaba que pronunciamos, diversos músculos são movimentados. Um esforço que, para muitos, passa despercebido. No entanto, para quem faz de sua voz instrumento de trabalho, o desgaste de horas ininterruptas falando exige atenção. Os cuidados que os profissionais da voz precisam tomar são variados e incluem, até mesmo, gargarejo com água e sal. Hábitos e exemplos que são simples e podem ser seguidos por qualquer um que deseje uma boa saúde vocal.

O locutor, apresentador e radialista Márcio Rabello, 41, há vinte anos na 99 FM, conquistou ouvintes fiéis que, estejam onde estiverem, colocam os ouvidos à disposição da sua voz. “O cuidado com a voz já começa quando acordo, faço gargarejo com água morna, sal e limão. Depois, tomo mel pra lubrificar as cordas vocais. Além disso, eu não fumo, não bebo e pratico atividade física. Isso também ajuda muito”, conta o radialista.

Basta vibrar suas cordas vocais em diferentes extensões para Márcio se transformar em personagens como Wantuir, Maria Paula e Laurelito. Mas, para desenvolver essa habilidade, ele precisou lidar com problemas difíceis de serem evitados, como as grandes variações de temperatura. “Eu saio do estúdio frio, vou pra o mormaço quente, depois volto... Isso acaba desgastando muito as pregas vocais. O clima de Belém obriga a gente a ter ainda mais cuidado”, fala Rabello.

O fonoaudiólogo Adriano Viegas Rodrigues afirma que para combater os problemas causados pelo clima é importante se manter hidratado. “O ideal é beber de sete a oito copos de líquido (água ou suco) por dia. Essa diferença de temperatura acaba ressacando a região glótica, que é justamente onde se localizam as pregas vocais”, explica.

Maus hábitos como o alcoolismo e o tabagismo também influenciam no surgimento de problemas vocais. “Se a pessoa apresentar sintomas como rouquidão, ardência na área da garganta, por mais de duas semanas, deve procurar logo atendimento de um fonoaudiólogo”, orienta Viegas. Segundo o especialista, os profissionais da voz precisam de acompanhamento regular e merecem atenção especial.

(Diário do Pará)

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