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CPT denuncia uso de veneno contra MST

Em carta aberta à Imprensa, Comissão Pastoral da Terra (CPT), Movimento Sem-Terra (MST) e a Fetagri Regional Sudeste acusam o Grupo Santa Bárbara de usar pistolagem e de aplicar veneno contra acampamentos de sem-terra no sudeste do Pará. Segundo o documen

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Em carta aberta à Imprensa, Comissão Pastoral da Terra (CPT), Movimento Sem-Terra (MST) e a Fetagri Regional Sudeste acusam o Grupo Santa Bárbara de usar pistolagem e de aplicar veneno contra acampamentos de sem-terra no sudeste do Pará. Segundo o documento, na última sexta feira (12), trabalhadores rurais que ocupavam a Fazenda Castanhais no município de Piçarra, prestaram depoimentos perante a Polícia Civil de Marabá e relataram que o Grupo Santa Bárbara, contratou mais de uma dezena de pistoleiros para expulsar de forma violenta as 110 famílias que ocupam o imóvel há mais de 5 anos.

De acordo com o registrado no depoimento, os pistoleiros são levados para a fazenda e contratados como vaqueiros, cerqueiros, inseminadores, etc., mas, na verdade, o serviço é outro: a pistolagem. Fortemente armados com escopetas e revólveres, ameaçam os trabalhadores, interditam estradas, fazem revistas obrigando as todos a tirarem até as roupas e ainda fotografam as pessoas. “Além da violência armada praticada por seguranças e pistoleiros, o Grupo Santa Bárbara tem se utilizado de outra prática criminosa contra famílias sem-terra que ocupam suas propriedades: o uso de veneno”, denunciam os movimentos.

Nos últimos meses, segundo a denúncia, em três acampamentos de sem-terra que estão localizados em fazendas do grupo (Fazendas: Cedro, Castanhais e Itacaiúnas), aviões do grupo despejaram veneno sobre as roças dos agricultores e sobre as moradias. A denúncia também foi registrada em depoimento prestado perante a autoridade policial na última sexta feira.

EMPRESA NEGA

Em nota, a Agro Santa Bárbara nega veementemente o uso das práticas de que é acusada pela CPT. “A Agro Santa Bárbara é uma empresa legalista, focada na produção de alimentos, uso das mais modernas tecnologias, emprego digno e geração de renda no sudeste do Pará. Essa é nossa razão de ser e de estar na região: trabalhamos para melhorar a vida das pessoas”, diz a empresa. A Santa Bárbara denuncia que suas propriedades são invadidas, os funcionários sofrem atentados e fogem para proteger suas famílias; “as instalações são destruídas e o medo impera em quem apenas deseja trabalhar”, diz a nota da empresa.

(Diário do Pará)

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