Na rotina das maternidades, os recém-nascidos passam por uma sequência de exames que ajudam a detectar precocemente doenças que podem comprometer a saúde. Em janeiro deste ano, a Câmara Municipal de Belém (CMB) aprovou o projeto de lei que determina a obrigatoriedade da realização de mais um exame: o teste do coraçãozinho.
O exame deve ser realizado após as primeiras 24h de vida da criança, antes que receba alta hospitalar. A “oximetria de pulso” mede os níveis de oxigênio no sangue do bebê. Em Belém, a Fundação Santa Casa de Misericórdia do Pará já realiza o exame. “Desde janeiro começamos a fazer o teste e isso logo deve virar rotina em outras maternidades. Ele mede a oxigenação e ajuda a diagnosticar casos de cardiopatia congênita”, diz Mary Maia, diretora assistencial da Santa Casa.
A implantação de mais um teste na lista dos exames obrigatórios deve trazer benefícios que garantam o bem estar dos bebês e suas mães. “A obrigatoriedade do exame é um avanço muito grande. Os exames de triagem, quando o bebê nasce, têm o objetivo de detectar precocemente os problemas e ajudam o pediatra a atuar e evitar problemas maiores”, diz Rejane Cavalcante, presidente da Sociedade Paraense de Pediatria do Pará.
Além da novidade do teste do coraçãozinho, os recém-nascidos precisam ser submetidos a outros exames logo nas primeiras horas de vida. “Na rede pública temos todos esses exames e, na rede privada, alguns exames mais ampliados, que dão uma cobertura melhor”, afirma a presidente. Entre os exames obrigatórios – e disponibilizados gratuitamente – estão os testes do olhinho, do pezinho e da orelhinha.
No teste do pezinho é possível detectar doenças como hipotireoidismo e fibrose cística, por exemplo. Já o teste do olhinho detecta doenças como catarata congênita. O teste da orelhinha, por sua vez, verifica se o bebê possui alguma deficiência auditiva.
(Diário do Pará)
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