Nesta quinta-feira (18), a Companhia de Saneamento do Pará (Cosanpa) fiscalizou lava a jatos clandestinos no bairro de Canudos. O primeiro estabelecimento a ser fechado funcionava em uma casa, mas os carros eram lavados no meio da via pública. O negócio irregular ficava na rua Américo Silva Rosado, entre as travessas Guerra Passos e Nina Ribeiro.
O dono do lava a jato é Francisco Sérgio. Com três funcionários, o estabelecimento lavava em torno de sete a dez carros por dia. A ligação de água estava em estado suprimido, pois, segundo o responsável pelo local, desde 2008 a matrícula na Cosanpa estava cancelada. Os técnicos da companhia, porém, identificaram o abastecimento irregular e fizeram o corte.
Francisco Sérgio ainda alegou que, no mesmo ano em que havia feito o cancelamento, mandou fazer a perfuração de um poço freático, que hoje mede 23 metros de profundidade. Esta, porém, segundo os técnicos, é uma informação contraditória, pois a ligação da Cosanpa na casa continuava em uso. Tanto a ligação clandestina quanto o poço freático perfurado estavam em área de passeio, isto é, em via pública.
O segundo lava a jato irregular fechado pela fiscalização ficava na rua Doutor Américo Santa Rosa, esquina com a travessa Guerra Passos, também em Canudos. Desde maio de 2011, o domicílio havia sido cortado do sistema da Cosanpa. Na fachada, lia-se “Armando Películas”, mas na verdade ali funcionava um lava a jato clandestino.
Segundo o dono do negócio, José Armando de Oliveira, no local são apenas instaladas películas para automóveis, mas não é o que diz o alvará de licença da Prefeitura de Belém, emitido em 16 deste mês: “serviços de lavagem e polimento de veículos automotores – lavador de carro”. O alvará também informa que as atividades começaram dia 9 de abril de 2013.
Segundo os técnicos da Cosanpa, porém, o estabelecimento funcionava há pelo menos seis meses. No local, as irregularidades já começavam pelo tipo de tubulação usada, com tubos de 40mm, quando o correto são tubos de 20mm. Foi feita a religação do abastecimento por uma ligação clandestina, que puxava água direto da rede da Cosanpa. No local, também era possível observar a lavadora de pressão e as mangueiras usadas para lavar os veículos.
Os técnicos perfuraram a calçada em frente à residência, desfizeram a ligação e interromperam o fluxo da água. O dono chegou a perfurar um poço freático, mas ele só poderá prestar os serviços de lava a jato se usar a água deste poço. Deverá, ainda, obedecer ao alvará da prefeitura, o qual tem validade até 10 de abril de 2014.
(DOL, com informações da Agência Pará)
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