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Novos tempos exigem soluções criativas

As buscas por uma forma adequada de ‘monetarizar’ o conteúdo digital dos jornais impressos com páginas na internet é uma das principais discussões que têm sido travadas nas salas de reuniões dos principais jornais do mundo. As soluções vêm sendo experimen

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As buscas por uma forma adequada de ‘monetarizar’ o conteúdo digital dos jornais impressos com páginas na internet é uma das principais discussões que têm sido travadas nas salas de reuniões dos principais jornais do mundo. As soluções vêm sendo experimentadas, mas não há um modelo único a ser seguido. De qualquer forma a mídia impressa vive um momento de transição que pode ser estimulante, em vez de amedrontador. É o que pensa Marcelo Benez, diretor da Folha de São Paulo e presidente para a América Latina da International Newsmedia Marketing Association (INMA). “A frase não é minha, mas se aplica. Enquanto uns choram, outros vendem lenços e é dessa forma que o momento atual deve ser visto”, diz.

“A mudança nos jornais é um caminho inexorável, sem volta. O momento é de adaptação às novas plataformas digitais, mas sem pessimismo. A história mostra que nunca o surgimento de uma nova mídia matou a outra. A TV não matou o jornal, assim como o cinema e TV nunca se excluíram, por exemplo”, afirma.

Uma das soluções para a mídia impressa é o caminho que vem sendo adotado pelo Diário do Pará, por intermédio da segmentação e da ênfase no localismo, ou seja, em priorizar a informação local, de Belém e do Pará. “O Diário tem se destacado nesse cenário muito por isso”, diz Ricardo Pedreira, presidente da Associação Nacional de Jornais (ANJ).

Não é à toa que o Diário do Pará está entre os 87 finalistas num universo de mais de cinco mil empresas de mídia do mundo inteiro no Prêmio INMA Awards 2013. É o único da Região Norte e um dos três únicos jornais brasileiros finalistas na premiação. O Diário concorre com o Guia de Profissões’, ‘Receita do Chef’, ‘Diário do Pará- 30 anos’, ‘A Era do Ferro’, ‘Diariopedia Olímpico’, ‘Orgulho do Pará’, ‘Revista D Semanal’, e ‘Dr. Responde’.

A International Newsmedia Marketing Association (INMA) reconhece as melhores campanhas realizadas por jornais do mundo todo. São os melhores projetos em diversas áreas do marketing, desde ações para aumento da circulação, até campanhas institucionais e de consolidação de marcas. A premiação é dividida em 10 categorias, de acordo com a circulação de publicação.

A INMA existe desde 1930 e a premiação tem uma tradição iniciada cinco anos depois. Representantes de mais de 80 países participam da associação, que costuma apontar tendências inovadoras para as empresas de mídia, principalmente no atual momento de transição de plataformas, com a Internet absorvendo um número cada vez mais crescente do mercado noticioso do mundo.

O DIÁRIO concorre na categoria de jornais com tiragem até 75 mil exemplares, o que corresponde hoje a praticamente 90% das publicações nos cinco continentes. Importantes jornais de todo o mundo também concorrem aos prêmios concedidos pela INMA. Os vencedores serão conhecidos na cerimônia de premiação durante o 80º Congresso Mundial da instituição, entre os dias 28 e 30 de abril.

“Há um cenário atual no mundo que mostra haver fôlego para jornais, principalmente entre os países do Bric (Brasil, Rússia, Índia e China). O México também”, diz Benez. Segundo ele, os jornais ainda são, no Brasil, os segundos colocados no bolo publicitário, com 11%, só perdendo para a televisão. “Na Índia a participação é maior ainda, com 40%”, diz.

A solução para a chamada ‘crise’, segundo Benez, é os jornais se adaptarem, de acordo com cada cenário próprio à realidade que se apresenta. Um leque dessas soluções será apresentado durante os eventos que antecedem a cerimônia de premiação do INMA Awards, a partir do dia 28 de abril.

A grande preocupação atual é como fazer com que os produtos disponibilizados na internet possam retornar em recursos para os jornais. Ricardo Pedreira, da ANJ, diz não ser possível o mercado publicitário suprir esse custo. A cobrança de conteúdo pode ser uma das soluções apresentadas.

(Diário do Pará)

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