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Fiéis celebram dia do santo guerreiro

Cerca de dois mil devotos participaram da procissão em homenagem a São Jorge, ontem à noite, no bairro da Marambaia, que encerrou a festividade em homenagem ao santo guerreiro, iniciada no dia 14 de abril. O cortejo com a imagem do santo, conduzida numa p

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Cerca de dois mil devotos participaram da procissão em homenagem a São Jorge, ontem à noite, no bairro da Marambaia, que encerrou a festividade em homenagem ao santo guerreiro, iniciada no dia 14 de abril. O cortejo com a imagem do santo, conduzida numa pequena berlinda enfeitada com muitas flores, em cima de um carro da Polícia Rodoviária Federal (PRF), saiu por volta das 18h da Igreja de São Jorge, na avenida Dalva.

Apesar do trajeto pequeno, a procissão levou quase uma hora para retornar à igreja por causa das paradas para receber homenagens de fiéis. A igreja ficou completamente lotada depois da procissão que foi encerrada com uma missa, celebrada pelo padre João Gilvan Gomes Costa. Ele disse que a mensagem deste ano é a mesma do tema da festividade: “Que São Jorge fortaleça a nossa fé”. “Temos nossos dragões que ferem todos os dias a vida das pessoas, precisamos ter fé para vencê-los”, afirmou.

O coordenador do terço dos homens da Paróquia de São Jorge, Maurício Mendes de Oliveira, contou que o santo o ajudou a se curar de uma doença grave. “Temos que ter fé pra derrotar esse dragão que aparece na vida dos seres humanos”, afirmou. Ele convidou todos para o terço dos homens que será rezado às 19h de hoje.

A área de iluminação de velas, no lado de fora da igreja, estava cheia de devotos como a funcionária pública Jeane Moreira, que acendia velas para os seus pais e avós, junto com os filhos. “São Jorge é o santo guerreiro que defendeu a sua fé mesmo sofrendo torturas. Este é o momento também de nós renovarmos a nossa fé”, afirmou. Para o aposentado Paulo Figueiredo, a imagem do santo em cima do cavalo derrotando o dragão com uma lança é o simbolismo do espírito derrotando as fraquezas da carne. “Nós ainda estamos em evolução”, afirmou.

MISSA

Durante todo o dia, a movimentação na igreja foi intensa. “São Jorge é muito poderoso, sou muito devota. Tinha que vir aqui no dia dele para fazer meus pedidos e agradecimentos”, disse a contadora Marilu Seixas.

Antes mesmo da missa da manhã começar, já não havia espaço dentro da igreja. Quem queria assistir a celebração sentado precisou chegar cedo. Muitos acompanharam a missa do lado de fora, até mesmo através da televisão. “O importante é vir, até porque depois da missa todo mundo vai poder chegar perto do altar e fazer suas orações”, contou a dona de casa Alcilene Rodrigues.

A missa foi presidida pelo arcebispo de Belém, Dom Alberto Taveira. Ele falou sobre militância religiosa e a importância da fé. “Para ser como São Jorge na militância da fé é preciso estar convicto de sua religião, sua igreja. Como São Jorge é preciso ter coragem para defender a própria fé, para falar a verdade e para praticar sua religião”, afirmou.

(Diário do Pará)

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