A rodovia Federal Transamazônica voltou a ser fechada no início da noite de terça-feira (23). Os manifestantes fecharam a ponte de acesso à zona urbana de Pacajá, com troncos de árvores, além de atearam fogo em pneus e expor faixas do movimento. Ao longo da rodovia o congestionamento é grande.
O bloqueio da rodovia se deu após o retorno da comissão representante do Movimento Regional em Defesa das Compensações Socioambientais dos Munícipios impactados pelas obras da Usina Hidrelétrica de Tucuruí e de Belo Monte, que estiveram em Altamira, participando de uma reunião com diversas autoridades. O principal assunto tratado na reunião foi o atendimento da pauta de reivindicações.
Após longa tentativa de negociação com os representantes dos órgãos governamentais, nenhum encaminhamento foi direcionado, com isso, a comissão retornou para o município de Pacajá. No local, a equipe foi recepcionada por diversos manifestantes, que descontentes com o resultado da reunião resolveram fechar novamente a rodovia Federal Transamazônica.
Segundo um dos coordenadores do Movimento, Ismael Siqueira, a comissão atendeu ao chamado do governo, indo até Altamira, mas afirma que agora só irão sair e liberar a rodovia, após o governo ir reunir com os manifestantes e levar os resultados da pauta de reivindicações. “Queremos que nosso povo seja assistido e não podemos deixar as obras acontecerem, porque, nós sabemos que após a obra concluída quem fica sofrendo com os impactos e a população”.
Dentre a pauta de reinvindicações estão à prioridade para o início as obras do PAC, como o derrocamento do Pedral do Lourenção e de dragagem do Rio Tocantins, para garantir a navegabilidade do Tocantins, no período de estiagem das chuvas. Com isso, garantindo a transposição das Eclusas de Tucuruí durante todo o ano.
Eles querem também a suspensão das obras do Linhão do Xingu, que corta o município de Pacajá, que está destruindo as Áreas de Preservação Permanente (APPs), levando energia a Manaus. Segundo Ismael, a obra está deixando estragos irrecuperáveis ao meio ambiente, inclusive, deixando a cidade e a região sem energia de qualidade.
O movimento exige ainda a eletrificação dos assentamentos da região, e apoio aos colonos através dos programas do governo federal.
(DOL, com informações do correspondente Wellington Hugles/Pacajá)
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