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Servidores do INSS denunciam condições de trabalho

O Sindicato dos Trabalhadores Públicos em Previdência, Saúde, Trabalho e Assistência Social no Estado do Pará (Sintprevs -Pa) realizou na manhã de ontem um ato de denúncia contra a precariedade dos espaços de trabalho no prédio sede do Instituto Nacional

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O Sindicato dos Trabalhadores Públicos em Previdência, Saúde, Trabalho e Assistência Social no Estado do Pará (Sintprevs -Pa) realizou na manhã de ontem um ato de denúncia contra a precariedade dos espaços de trabalho no prédio sede do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) em Belém, localizado na avenida Nazaré. O protesto fez parte da mobilização nacional contra a política econômica adotada pelo governo e em defesa dos direitos trabalhistas e sociais. O atendimento ao público não foi prejudicado.

Além das pautas nacionais, como a luta pelo fim do fator previdenciário, contra a política de privatizações e pela data base da campanha salarial fixada em primeiro de maio, os servidores destacaram reivindicações específicas, como a solução para a superlotação da agência e as péssimas condições estruturais do prédio. “Estamos aqui hoje denunciando as autoridades para que toda a população veja o sistema totalmente sucateado ao qual somos obrigados a conviver. Algo está errado aqui e é preciso mudar”, criticou a representante do Sintprevs, Ana Maria Magalhães, servidora do INSS há 28 anos.

De acordo com o sindicato que representa a categoria, desde 2011 são cobradas providências dos órgãos competentes para garantir a segurança dos trabalhadores e beneficiários que frequentam o prédio sede, problemas que estariam mais evidentes desde a transferência dos servidores do prédio “Costa e Silva” devido a um incêndio em 2010. “Essa transferência ocasionou uma superlotação no prédio, que trouxe consequências diretas para o nosso trabalho. Desde então, há uma sobrecarga no sistema elétrico e na própria rede de internet. O segurado não entende que a culpa da lentidão no sistema não é responsabilidade nossa e quem sofre é o servidor do guichê, que ouve as reclamações de demora no atendimento, sem ter nada a fazer”, afirmou Ana Maria.

Por telefone, a assessoria de comunicação do INSS negou que haja superlotação no prédio e garantiu que todas as medidas em prol da segurança de servidores e usuários foram tomadas pela gerência.

(Diário do Pará)

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