Foram notificados 67 casos de malária até ontem no município de Ananindeua, desde o dia 1º de abril. A maioria no Conjunto Grajaú, bairro do Icuí, e dois em uma alameda próxima ao bairro. Há mais de 10 anos, a Região Metropolitana de Belém não notificava casos de malária, segundo a Sespa.
A malária é uma doença causada por um protozoário parasita que é transmitido de uma pessoa para outra pela picada do mosquito Anopheles. De acordo com o coordenador estadual do Programa de Controle de Malária, Claúdio Cardoso, a doença deve ter sido trazida de outro município. “Pode ser que alguém infectado tenha vindo de área como Breves e Anajás, já com a doença, então ela foi transmitida aqui pelo mosquito que já existe na região. Ou então há chances de alguém infectado tenha demorado a diagnosticar, já que não havia mais casos aqui, e o mosquito, uma vez contaminado, pode transmitir para várias pessoas”, explica.
O coordenador ressalta, porém, que os casos estão controlados. “Estamos na segunda etapa do fumacê, o inseticida para matar o mosquito. No dia 23, dos 60 testes, apenas um foi positivo. Só demoramos a perceber o surto porque a Secretaria Municipal de Saúde de Ananindeua não detectou os casos e eles que deveriam nos notificar. A única contrapartida do município tem sido o fumacê, por isso marcamos uma reunião com eles para sexta-feira”, relata.
O agente de saúde Eliel de Paula, da Unidade de Endemias da Sespa, estava no conjunto entregando os medicamentos. “Aqui já iniciamos o tratamento, mas ele dura sete dias. São 10 doses de Cloroquinas e 14 de Primaquinas”, explica. A Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Ananindeua informou que não havia surto.
(Diário do Pará)
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