Projetos desenvolvidos em escolas estaduais foram apresentados no estande da Secretaria de Estado de Educação (Seduc) na Feira Pan - Amazônica do Livro neste domingo (28). Dentre eles estava o projeto “A História oral que brota da periferia para escola e mundo”, desenvolvido na Escola Estadual Tecnológica de Santa Izabel e consiste na apuração de histórias vividas por pessoas que tenham mais de 50 anos e depois publicadas em blog da escola.
O trabalho é desenvolvido da seguinte forma: os alunos saem e convidam os idosos para irem à escola e lá eles contam suas histórias, experiências de vida e fatos que testemunharam no decorrer dos anos. Depois, com a devida autorização, os relatos são publicados em um blog e ficam para o conhecimento de todos.
O professor responsável pelo projeto, Tércio Crisóstomo, explicou que o objetivo é fazer os jovens se aproximarem e valorizarem os idosos. “O nosso maior interesse é tentar catalogar essas histórias e publicar um livro e fazer com que todos possam respeitar cada vez mais os nossos idosos”, afirmou ele.
Com esse projeto a escola foi convidada a participar do concurso “Aprender e ensinar: tecnologias sociais”, realizado pela revista Fórum e Fundação Banco do Brasil e ficou entre os primeiros colocados no concurso.
A aluna Angelina da Silva, que faz parte do trabalho, disse que gosta muito de participar desse projeto e que é muito importante o respeito aos idosos. “O depoimento que mais gostei foi da Irma Cecília de 98 anos, de Santa Izabel, é um relato muito impressionante e que me chamou muita atenção, com isso pude ver a importância do nosso trabalho”, enfatizou ela.
A Escola Estadual Estelita Barbosa da Silva apresentou o projeto “Biblioteca Escolar”. Segundo a professora Claudia Maués, responsável pelo trabalho, o objetivo é atuar na formação de leitores. Os professores escolhem os melhores livros para trabalhar com as crianças e depois leem para eles, isso estimula o aluno a ler e a pesquisar.
“Com esse projeto a biblioteca ficou mais movimentada, os alunos emprestam mais livros e aprenderam a ter o hábito de ler e pesquisar. Sem a leitura nós não chegamos a lugar algum, é importante que a criança possa contextualizar o que está acontecendo”, afirma Claudia Maués.
(Agência Pará)
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