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Consumidor deve ficar atento na hora da compra

Não há qualquer tipo de tabelamento para definir os preços dos botijões de gás de cozinha, que são praticados de forma livre no Brasil. Os valores podem variar de R$ 62, no caso do preço máximo aplicado no Amapá, a R$ 35, para o menor preço encontrado no

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Não há qualquer tipo de tabelamento para definir os preços dos botijões de gás de cozinha, que são praticados de forma livre no Brasil. Os valores podem variar de R$ 62, no caso do preço máximo aplicado no Amapá, a R$ 35, para o menor preço encontrado no Pará, por exemplo.

Os números são do último levantamento feito pela Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP), onde o Pará aparece como o quinto Estado com o preço mínimo do gás mais caro do país. Os valores correspondem até o último dia 20 de abril. O gás de cozinha é um produto essencial no dia a dia, portanto, é importante ficar atento na hora da compra.

Na casa do mecânico da aeronáutica José Maria Quaresma, 60 anos, o botijão de gás tem tempo certo para acabar. “É caro, sim. Ele dura dois meses e quinze dias contados. Mas, teve uma vez que o botijão não durou nem 28 dias. Aí eu já sabia que tinha alguma coisa errada”, comenta. José conta que já trabalhou com distribuição de gás e diz que conhece os truques usados por algumas distribuidoras para enganar os consumidores. “A pessoa coloca a mangueira de um botijão no outro, deixa um pouco correr e acabam os dois um pouco mais vazios do que deveriam ser”, explica.

Segundo recomendação da ANP, apenas o comerciante que tiver autorização da agência pode vender gás de botijão. Para ter seus direitos garantidos, o usuário só deve comprar gás de revenda autorizada, pois o Código de Defesa do Consumidor não ampara compras ilegais.

“Às vezes, quando tu compra o botijão, aquele indicador já não fica no verde e tu sabe que veio faltando gás. O problema é que só dá para ver depois que o botijão já tá instalado”, observa José Maria. Na opinião do consumidor, os preços deveriam ser menores.

REVENDEDOR

O revendedor autorizado pela ANP é obrigado a ter uma balança certificada pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) dentro do local de venda. O botijão vazio deve pesar, em média, 15 quilos. Já o peso líquido é de 13 quilos, portanto, cerca de 28 quilos no total. O problema é que muitos consumidores optam pela entrega a domicílio, o que impossibilita a checagem do produto antes da instalação.

Ainda segundo a ANP, o consumidor nunca deve comprar botijão danificado, amassado ou enferrujado. O produto deve estar lacrado e possuir inscrição da marca da distribuidora em alto-relevo com rótulo e instruções de uso. Nome e telefone da distribuidora devem constar no produto. Além disso, o usuário deve verificar se o mês e ano de fabricação estão legíveis. Nos recipientes requalificados, há uma data de validade em torno da válvula.

O DIÁRIO tentou contato com o Sindicato das Empresas Revendedoras de Gás do Estado, através do seu advogado, mas não obteve retorno.

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