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Saúde de piloto de avião ainda inspira cuidados

Somente a perícia vai apontar as causas do acidente que envolveu o avião monomotor, modelo Cessna 210 Centurion de propriedade da Brabo Táxi Aéreo, na manhã da última sexta feira. Quem informa é o comandante Sérgio Pina, representante da empresa em Belém.

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Somente a perícia vai apontar as causas do acidente que envolveu o avião monomotor, modelo Cessna 210 Centurion de propriedade da Brabo Táxi Aéreo, na manhã da última sexta feira. Quem informa é o comandante Sérgio Pina, representante da empresa em Belém. Laudo do Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa) não tem data para ficar pronto.

De acordo com a Brabo Táxi Aéreo, vítimas e familiares estão sendo assistidos pela empresa. Terezinha Nunes, mãe da única vítima fatal, foi trazida a Belém ontem, em uma aeronave da empresa, para acompanhar o neto, Darkson Nunes, que continua hospitalizado, mas já fora de perigo, assim como o vereador Angelino Lobato (PMDB). A situação mais grave é a do piloto, Paulo Vicente Cancela, que teria recuperado 70% das funções pulmonares, mas inspira cuidados.

Para Pina, qualquer hipótese levantada nesse momento seria injusta. “Nesse momento é impossível precisar o que teria motivado a parada brusca. Preferimos realmente aguardar o relatório do Seripa”, afirmou o comandante que tem 36 anos de aviação, 10 dedicados a Brabo. “Penso que Cancela [Paulo Vicente Cancela, o piloto da aeronave] foi minucioso. Ele foi de uma precisão rigorosa e evitou um mal maior”, avalia.

O avião de prefixo PR LJI saiu de Chaves, no Marajó, com destino a Belém com oito pessoas a bordo, incluindo o piloto. Segundo Sérgio Pina, o comandante pediu autorização de pouso à torre de controle, na única pista do aeroporto Brigadeiro Protásio, no momento em que outro avião decolava e por isso foi orientado a usar a posição contrária. “Ele entendeu a orientação, cruzou o aeródromo e já na base para pousar solicitou a emergência. Com baixa altitude já não foi possível atender e ele fez então o pouso forçado”, relata o comandante que garante as boas condições da aeronave e a integridade do piloto. “Ele não estava sobrecarregado. A empresa respeita as normas da Anac, mantendo a escala de revezamento. No dia do acidente, havia três pilotos de stand by”.

Sérgio Pina fez questão de destacar a retidão da empresa que opera em Belém com linhas fixas para a região do Marajó há 40 anos e teve o primeiro acidente. A empresa tem cinco aeronaves e cinco pilotos. O Cessna 210, de 1984, era considerado novo e a mais recente aquisição. A última revisão, com 1.000 horas de voo, foi feita em Goiânia, em dezembro de 2012.

Em nota, a assessoria de comunicação da Anac confirmou a regularidade da aeronave. “O Certificado de Aeronavegabilidade (CA) e a Inspeção Anual de Manutenção (IAM) do monomotor CESSNA 210L estão válidos até 2015 e 18 de maio de 2013, respectivamente.

(Diário do Pará)

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