Os moradores do residencial Olga Benário, no bairro de Águas Lindas, reclamam da falta de infraestrutura e saneamento básico na comunidade. O local está com as ruas tomadas pela lama e mato – isto sem falar da falta de iluminação pública, à noite. Quem transita pelo conjunto, sem conhecer a localidade, está sujeito a se perder, pois não há nenhuma sinalização que indique os nomes das vias. De acordo com as lideranças comunitárias, cerca de sete mil famílias moram no residencial e todas elas enfrentam problemas provocados pela falta de uma rede de drenagem de esgoto e pavimentação. Na mesma situação também se encontram os conjuntos Verdejante, Jardim Nova Vida, Moara-Jerusalém e Uma.
Residente há 15 anos na rua Carlos Mariguela, a dona de casa Helena Braga ressalta que as condições do local são praticamente as mesmas das encontradas quando chegou à comunidade e constituiu família. “Quando chove tudo alaga porque não tem para onde a água escorrer. Aqui em casa só não inunda porque jogamos aterro na frente”, comentou.
EQUILIBRISTA
Transitar por esta via requer cuidados e equilíbrio para atravessar as enormes poças de lama, em cima de uma pernamanca. No Carlos Mariguela não se observa a presença de valas ou qualquer outro tipo de drenagem e pavimentação.
Para a coordenadora do “Movimento Luta Popular” (MLP), Janaina Miranda, um dos problemas para pedir melhorias para a comunidade é a dúvida sobre a que órgão recorrer. O bairro de Águas Lindas está no limite entre os municípios de Belém e Ananindeua, por isso uma prefeitura joga a responsabilidade para outra.
É o caso, por exemplo, da rua Carlos Mariguela, que pertence a Ananindeua. No entanto, ao atravessar a Avenida Carlos Prestes, que corta a via, a área pertence a Belém. Seja em qual for o lado, as condições são semelhantes.
Estudantes ficam sem aula em dias de chuva
Na rua Evolução Cabana, o asfalto chega até a metade da via. No trecho pavimentado não foi construído sarjeta e valas. Logo não há esgoto e a água da chuva também não tem para onde escorrer. “A rua passa ao lado da Escola Olga Benário, mas em dias de chuva não tem aula porque devido a lama é impossível caminhar pela via”, frisou Janaína.
Na semana passada, o MLP solicitou uma audiência com o prefeito de Belém Zenaldo Coutinho. O documento teria sido entregue à PMB na última sexta-feira. Por meio de nota, a Secretaria Municipal de Saneamento informou que já fez um levantamento das necessidades do conjunto a fim de que sejam elaborados projetos de saneamento para a comunidade. A previsão é que as obras comecem no 2º semestre deste ano.
Por telefone, a assessoria de imprensa da Prefeitura de Ananindeua, informou que hoje uma equipe irá até o residencial para verificar o que poderá ser feito no que se refere a projetos de saneamento básico.
(Diário do Pará)
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