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Comissão de mães protesta por melhorias em escola

Salas sem refrigeração, falta de professores, ano letivo atrasado e insegurança, além de alunos e docentes insatisfeitos e passando mal por conta da infraestrutura precária. Esta é situação atual da Escola Estadual Dr. Celso Malcher, localizada no bairro

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Salas sem refrigeração, falta de professores, ano letivo atrasado e insegurança, além de alunos e docentes insatisfeitos e passando mal por conta da infraestrutura precária. Esta é situação atual da Escola Estadual Dr. Celso Malcher, localizada no bairro da Terra Firme. A unidade funciona provisoriamente no prédio da Escola Nuremberg Borges, cedido ao governo do Estado pela Rede Celpa.

Segundo a Comissão de Mães Pela Educação, que negocia com a Secretaria de Estado de Educação (Seduc) desde 2011, são 1.100 alunos alocados na escola, sendo 300 de Ensino Fundamental da antiga Fundação Aquarela. Ontem pela manhã, eles realizaram protesto em frente à Escola Estadual Mário Barbosa, na Avenida Perimetral, onde funciona a 6ª Unidade Seduc na Escola, responsável pela área.

As aulas na Celso Malcher começaram no início de abril. Segundo familiares de alunos do Ensino Fundamental, as aulas estão acontecendo de forma irregular porque o quadro funcional está incompleto. Maria José Corrêa, 39 anos, mãe de dois alunos, conta que estudantes estão sofrendo com o calor excessivo das salas de aula. “Meu filho chegou até a escrever uma carta pra o governador falando desses problemas. A gente não quer nada demais, só quer que nossos filhos possam estudar de forma tranquila”, comenta.

Eliana Dias, 29 anos, mãe de Camila, 11 anos, aluna da quinta série, lembra que a Fundação Aquarela era o porto-seguro de muitas mulheres que não tinham onde deixar os filhos quando iam ao trabalho. “Como a gente pode deixar nossas crianças estudarem em uma escola que não oferece segurança? Essa ponte de madeira aí em frente da escola disseram que iam cimentar e não fizeram nada. Quando chove, alaga tudo”, comenta.

Mônica Ewerton, professora do Ensino Fundamental e representante do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública no Pará (Sintepp), conta que um professor precisou ser levado à UTI por conta do calor na sala de aula. “Não tem a menor condição de continuar trabalhando dessa forma. As salas não têm nenhuma ventilação. Além disso, tem outros problemas de infraestrutura. A quadra de esporte fica a metros do linhão de energia e não tem proteção nenhuma”, denuncia.

A reconstrução da nova sede da Dr. Celso Malcher, também na Avenida Perimetral, foi anunciada em 2011 e parece longe de ser finalizada. Caso o problema não seja resolvido, a Comissão de Mães Pela Educação já prometeu realizar novos protestos e encaminhar a situação ao Ministério Público do Estado (MPE).

Em nota, a Seduc informa que a Celso Malcher, a partir deste ano letivo, passou a ter um prédio próprio para seu funcionamento. “Até o ano passado, a escola funcionava em um espaço provisório em um centro social de uma igreja. O novo prédio passou por adequações em sua estrutura para receber a comunidade escolar”, explica a nota.

Ainda segundo a assessoria de imprensa, a Seduc informa que verifica as necessidades de adequação no sistema elétrico do prédio, assim como a possibilidade de aquisição e instalação dos mesmos.

Sobre o quadro de professores da escola, a Seduc garante que ele está completo e que todas as turmas de ensino fundamental ou médio estão funcionando normalmente.

(Diário do Pará)

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