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NOTÍCIAS PARÁ

Uma premiação para ficar na história

Na quinta vez em que subiu ao palco do ‘Marriott Marquis’, em plena Times Square, Nova Iorque (EUA), na última terça à noite, o diretor-presidente do jornal DIÁRIO DO PARÁ, Jader Filho, ouviu a frase: “Nossa, quantos prêmios!”. A sentença, em genuíno tom

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Na quinta vez em que subiu ao palco do ‘Marriott Marquis’, em plena Times Square, Nova Iorque (EUA), na última terça à noite, o diretor-presidente do jornal DIÁRIO DO PARÁ, Jader Filho, ouviu a frase: “Nossa, quantos prêmios!”. A sentença, em genuíno tom de admiração, proferida pela nova presidente do INMA (International Newsmedia Marketing Association), Yasmin Namin, também vice-presidente de marketing e circulação do jornal New York Times, simbolizou a noite em que o DIÁRIO fez história no jornalismo não só paraense, como nacional.

Era a quinta primeira colocação do DIÁRIO no INMA Awards 2013. Como bem frisou a publicação ‘Meio&Mensagem’, voltada ao mundo da publicidade, “o maior prêmio do INMA Awards deste ano – o chamado “Best in Show” – foi para o jornal indiano Hindustan Times, pelo case “You Read, They Learn”. Mas a maior estrela da cerimônia ocorrida na noite de terça 30, que encerrou o 83º Congresso Anual da International News Media Association, foi o DIÁRIO DO PARÁ”. Não há exagero nisso. O DIÁRIO levou onze medalhas, sendo cinco primeiros lugares – o maior número da premiação.

“Achava que daria para ganhar uns três prêmios”, diz Jader Filho. A ‘comitiva paraense’, formada, além de Jader Filho e do diretor-geral da RBA, Camilo Centeno, por um grupo de empresários, chegou ao local da cerimônia às 19h30. “A expectativa era grande. O frio na barriga era imenso”, lembra Jader Filho.

Não demorou para que o grupo percebesse que não seria uma noite comum. Logo no primeiro anúncio, o DIÁRIO já emplacava a primeira colocação. O ‘Guia Profissões’ ganhou na categoria ‘Campanha de Marketing com os melhores resultados’. Jader exultou intimamente. “Já não vamos sair com um só”, pensou, lembrando que em uma categoria, o da venda avulsa, os três finalistas eram produtos do DIÁRIO.

Veio o segundo anúncio. De novo, DIÁRIO em primeiro. E os prêmios vieram em sequência. Na categoria ‘Reconhecimento de Marca’, o prêmio foi para a campanha ‘DIÁRIO DO PARÁ - 30 anos’. Os concorrentes eram a ‘Gazeta do Povo’, de Curitiba, e o austríaco ‘WirtschaftsBlatt’. Na categoria de ‘Nova marca/Produto/Crescimento da audiência’, a ‘Era do Ferro’ e o ‘Diariopedia’ ficaram em primeiro e segundo lugares.

A revista D Semanal fechou a noite de premiações para o DIÁRIO. “Eu estava no Rio de Janeiro cobrindo um evento, e recebi uma ligação da Anna Leal, designer da D Semanal, que estava acompanhando a cobertura do evento pela internet. Na mesma hora o diretor de redação Gerson Nogueira anunciou o resultado no twitter. Fiquei em êxtase, só queria falar com todos da equipe e, mesmo sendo tarde da noite, liguei de um por um. Acordei muita gente com a notícia, e a rede de comemoração, mesmo à distância, foi aumentando”, conta a jornalista Esperança Bessa, editora da D Semanal.

A cada anúncio, as palmas do mundo inteiro lembravam Jader Filho que o jornal mais premiado da noite vinha da Amazônia. Do Pará. “O Brasil já é distante para esses jornais do chamado Primeiro Mundo, imagina um jornal de Belém”.

Os olhos do mundo passaram a olhar para o DIÁRIO DO PARÁ. Um sinal disso foi a procura imediata por parte de representantes de jornais de lugares tão diferentes como Paquistão e Londres para trocar ideias, impressões.

“O DIÁRIO entra em outro patamar”, atesta Marcelo Benez, presidente do INMA para a América Latina. “O resultado da premiação foi a concretização do que estávamos imaginando. É importante levar em conta que em nível nacional e internacional nenhum jornal teve o número de premiações do DIÁRIO”.

Segundo Benez, na noite de terça o DIÁRIO DO PARÁ representou o Brasil, porque era a bandeira brasileira que aparecia. “Tudo isso abre uma nova página para o mercado anunciante do Brasil. Quando falarem do Pará, todos terão o DIÁRIO como referência”, diz Benez, que chegou a brincar com Jader Filho: “Comprou outra mala para levar os prêmios?”

Jader riu. E enquanto equilibrava os pesados troféus feitos de cristal, disse ter lembrado de quando começou a fazer do DIÁRIO uma segunda casa. “Uns vinte anos atrás, com todas aquelas dificuldades, jamais imaginaria chegar ao topo do mundo. Com a ajuda de toda a equipe que temos, o DIÁRIO chegou”.

Premiação fortalece papel público do jornal

Um jornal pode se orgulhar de estar cumprindo sua missão quando é capaz de se tornar espaço da defesa de diferentes causas da sociedade. É sob esse ponto de vista que lideranças vêm reconhecendo o DIÁRIO como um importante canal de debate para o Estado, dando voz a diferentes setores. “O DIÁRIO consegue dar visibilidade a questões e temas relevantes”, define a irmã Henriqueta Cavalcante, da Comissão Justiça e Paz da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), citando como exemplo a cobertura da CPI da pedofilia. O DIÁRIO foi o primeiro a escancarar denúncias e dar atenção às investigações.

A premiação internacional do jornal paraense coroa uma luta por profissionalização e qualidade. Criado em 1982 por Laércio Barbalho e pelo atual senador Jader Barbalho, para combater a ditadura e ser a voz da oposição, nos anos 90 o DIÁRIO iniciou um processo de mudança que o conduziu à liderança entre os jornais no Pará. Assim, tornou-se o primeiro jornal da região a conquistar prêmios do INMA, a mais importante instituição a avaliar relações de veículos e seus produtos com o leitor. E um veículo premiado torna-se um canal mais poderoso de defesa dos anseios da sociedade. “Uma imprensa forte é importante se estiver afinada com esses anseios. Dá visibilidade a problemas e ajuda a busca por efetivação de políticas”, avalia Graça Trapasso, coordenadora da República de Emaús.

“O DIÁRIO sempre esteve aberto a ouvir e divulgar pleitos. Isso é fundamental”, avalia o presidente da Associação dos Magistrados do Pará (Amepa), o juiz Heyder Ferreira. “Ele sempre acolheu as minorias. Respeito essa postura”, resume o babalorixá Tayandô, coordenador do Comitê Estadual do Diálogo Inter-religioso.

Prêmio espelha atenção do DIÁRIO ao seu capital humano

Criatividade, qualidade técnica, comprometimento. Mais do que qualquer empreitada, um jornal é feito daquilo que os administradores convencionaram chamar de capital humano. Nada mais, nada menos que gente. Sem dúvida, no DIÁRIO a qualidade da equipe tem feito a diferença. Profissionais com grande experiência passaram pelo veículo ou ainda assinam suas páginas, mas não é só isso. Nos últimos anos, o DIÁRIO chamou para si a missão de ajudar a formar profissionais. São projetos como a Escola Diário de Jornalismo, em que a redação se abre para jovens estudantes de comunicação que sonham atuar na grande imprensa.

O jornal que já abrigou em suas páginas artigos e reportagens de nomes como Lúcio Flávio Pinto, Raimundo Pinto (morto em 2009) e Manuel Dutra, hoje alimenta o sonho dos jovens jornalistas que também querem fazer história no jornalismo paraense, um projeto que, ao final, pode ajudar a elevar o nível de toda a imprensa no Estado. “O DIÁRIO tem feito a coisa certa, ajudando a complementar a formação. Somos veementemente contra cursos rápidos que prometem formar jornalistas em dois meses. Repudiamos esse tipo de prática. No caso da Escola Diário e Jornalismo, o recrutamento ocorre entre estudantes, pessoas que já estão fazendo uma graduação e que precisam de ajuda para inserção no mercado”, diz a presidente do Sindicato dos Jornalistas do Estado do Pará, Sheyla Faro, que faz questão de parabenizar o jornal pelos prêmios e ressalta: “Houve um reconhecimento externo que é importante. É muito bom ver a nossa imprensa ser premiada, seja por meio de um jornalista individual, seja por meio de um veículo”, diz, afirmando que é importante reconhecer também os profissionais que contribuíram para o êxito internacional do veículo paraense.

Entre os veteranos na redação está o jornalista Elias Pinto, que há 18 anos assina uma página de literatura aos domingos e ainda publica crônicas diárias. “No momento em que até os grandes jornais reduzem os espaços destinados à literatura, a longevidade da nossa coluna atrai admiração. Quando encontro colegas de outros veículos em eventos como a Feira Literária de Parati (Flip) sempre me questionam sobre isso. Fico feliz de fazer parte desse projeto”, diz o jornalista, que também já foi editor de uma página dupla com tema da semana, anteriormente publicada no primeiro caderno aos domingos.

Elias chegou à redação do jornal na primeira metade dos anos 90, exatamente quando o DIÁRIO iniciava sua guinada rumo à profissionalização, rompendo com a pecha de ser um jornal partidário. “Acompanhei de perto o esforço do Jader Filho e do Camilo (Centeno), o interesse pela notícia, a preocupação com a qualidade”, conta. “É um esforço que já vinha sendo reconhecido pelos leitores e que agora ganha destaque internacional, aumentando ainda mais a responsabilidade de todos que ajudaram e ajudam a construir esse projeto”.

Um prêmio para o jornal e para o Estado

Os formadores de opinião não têm dúvida: o Pará e a Amazônia já estão ficando pequenos e o DIÁRIO vem galgando cada vez mais a condição de um dos maiores e melhores jornais do país, ampliando seus horizontes para fora do Brasil. E o reconhecimento do International Newsmedia Marketing Association (INMA) foi o primeiro passo nesse sentido.

Para Ney Messias, secretário de Estado de Comunicação, todo reconhecimento a um conteúdo de informação acaba colocando em foco o local onde ele é produzido. “No caso da premiação do INMA, o Pará e os profissionais da comunicação envolvidos na construção dos conteúdos foram esse foco e foram reconhecidos pelo que fazem de melhor. Parabéns ao DIÁRIO, por colocar o Pará em foco”, diz ele.

O publicitário Chico Cavalcante pondera que o prêmio é um reconhecimento importantíssimo para o investimento que o DIÁRIO vem fazendo em inovação. “No mundo inteiro os jornais sofreram o impacto das mídias digitais e precisam se reinventar. Isto dá ainda mais relevância ao prêmio, demonstrando que o DIÁRIO conhece os novos comportamentos, e está dando exemplo de como, na contracorrente, fortalecer a indústria da informação”.

Adelaide Oliveira, presidente da Cultura Rede de Comunicação, lembra que a credibilidade é o maior patrimônio de um jornal. “Informação de qualidade e bem apurada é fundamental para esse processo, mas um jornal precisa sempre exercitar a criatividade, pensar o diferencial para oferecer aos leitores produtos novos, instigantes”. É aí, segundo ela, que o DIÁRIO mostrou que é possível atrair uma nova geração de leitores, oxigenar as edições diárias e ampliar o interesse nas páginas do jornal e nos produtos que oferece.

Mauro Bonna, MBA em Jornalismo e MBA em Marketing, ambos pela FGV, diz que o reconhecimento do INMA é um mérito e tanto mas também uma grande responsabilidade. “O jornal chegou à maturidade mercadológica com conteúdo e inovação. É um novo e desafiador ciclo para o jornal que se inicia”, diz Bonna.

PARCEIROS

Os parceiros comerciais que apostaram nos projetos premiados com o INMA também comemoram. “Para nós da Vale, é um orgulho sermos parceiros do jornal em iniciativas, como a Era do Ferro, um dos cinco projetos do jornal premiados pelo INMA”, ressaltou José Fernando Gomes, gerente de relações institucionais da Vale. Segundo ele, a mineradora investe em iniciativas, como a Era do Ferro, por valorizarem a cultura paraense.

Simone Varella, diretora de marketing nacional do Hapvida, avalia que o prêmio recebido pelo caderno “Dr. Responde”, “apenas confirma o que já sabíamos: o DIÁRIO é um exemplo de vanguarda e pioneirismo mundial”. Segundo ela, o jornal se tornou um instrumento de informação e de promoção da qualidade de vida da população.

CLASSE POLÍTICA

A classe política da terra também recebeu com entusiasmo o reconhecimento internacional do DIÁRIO. O deputado estadual Carlos Bordalo (PT) diz que é sempre uma grande satisfação ver um produto paraense ser reconhecido lá fora. “Hoje o jornal alcançou um padrão internacional e nunca pode deixar essa bola cair”.

Paulo Queiroz (PSDB), presidente da Câmara Municipal de Belém, coloca que a premiação destaca ainda mais o processo de crescimento do DIÁRIO nos últimos anos. “Um prêmio é sempre importante, pois representa a excelência na realização de suas atividades. Parabenizo todos os envolvidos na construção diária de uma sólida e vitoriosa relação com o leitor”.

A vereadora Meg Barros (Psol) diz que é suspeita para falar sobre o jornal, depois de ter feito parte da equipe como colunista por oito anos. “Sei como todos que trabalham no DIÁRIO se doam para fazer dele o melhor jornal do Pará. O DIÁRIO é agora do mundo!”

(Diário do Pará)

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