Um grupo de indígenas que ocupa o principal canteiro de obras da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu (PA), desde a quinta-feira (2) passada, permanece no local e mantém as obras paralisadas. Eles pedem que as obras de todos os empreendimentos hidrelétricos na Amazônia sejam suspensas até a regulamentção do processo de consulta prévia aos povos tradicionais.
Segundo o Consórcio Construtor de Belo Monte (CCBM), um acordo foi firmando no sábado (4) entre o Governo Federal e os manifestantes. Teria sido decidido que os índios iriam elaborar uma carta com as reivindicações exigidas, e esta seria entregue na manhã deste domingo (5). Porém, o CCBM afirma que não recebeu o documento.
Desde a ocupação, não foram registrados atos de violência ou danos ao patrimônio. Cerca de 3 mil trabalhadores que moram nas instalações do canteiro de obras também estão no local, mas por ser domingo – dia de folga – a rotina segue tranquila, segundo o consórcio.
O CCMB afirmou em nota que irá pedir nesta segunda-feira (6), junto com a Norte Energia, detentora da concessão da usina, a reintegração de posse do canteiro nas Justiças Federal e Estadual. As instituições já haviam enviado um pedido na sexta-feira (3), mas foi indeferido.
(DOL, com Agência Brasil)
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