Até esta segunda-feira (6), o Pará registrou oito mortes por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), causada por vírus respiratório, sendo cinco por H1N1 (quatro em Belém e uma em Tucuruí), uma por H3N2 (Belém) e duas por Influenza B (Belém). Segundo as informações divulgadas pela Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), a paciente que morreu em Tucuruí era oriunda do município de Breu Branco.
Foram notificados 109 casos de SRAG, com 40 resultados positivos para os seguintes tipos de vírus: 23 para Influenza A H1N1; um para Influenza A H3N2; nove para Influenza B, e seis para outros tipos de vírus, além de um para Influenza A, inconclusivo para linhagem suína.
Para evitar a doença, o melhor procedimento é tomar a vacina, cuja campanha prossegue até esta sexta-feira (10) em todas as Unidades de Saúde do Estado. A vacina é fundamental, principalmente para as pessoas que fazem parte dos grupos mais vulneráveis à doença, como gestantes, puérperas, idosos, crianças de seis meses a dois anos de idade e pessoas com doenças crônicas (respiratórias, cardíacas, renais, hepáticas, neurológicas, diabetes, imunodepressão, obesidade grau III, ou são transplantadas).
A vacina protege contra três tipos de vírus: Influenza A (H1N1), Influenza A (H3N2) e o Influenza B - vírus que causaram as oito mortes no Estado.
Até o momento, o Pará alcançou 69,53% de cobertura vacinal, sendo que a meta mínima estabelecida pelo Ministério da Saúde é de 80%. O objetivo da campanha é reduzir a mortalidade, as complicações e as internações decorrentes das infecções pelo vírus Influenza, nos segmentos da população prioritários para a vacinação.
Epidemiologia – Conforme os dados da Sespa, após a pandemia de 2009/2010, o vírus Influenza A H1N1 continuou a circular pelo planeta, e passou a ser considerado como mais um vírus de circulação sazonal. No entanto, considerando o perfil epidemiológico do Influenza no Brasil, o Ministério da Saúde destaca a importância do tratamento oportuno dos casos de Síndrome Gripal (SG) e Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), cuja incidência aumenta no período mais frio e chuvoso do ano.
Assim, o Ministério estabelece que todos os casos de gripe sejam atendidos em qualquer estabelecimento de saúde, público e privado, ressaltando a importância do tratamento oportuno para os casos de SG e SRAG.
A estratégia adotada pelo Ministério da Saúde destaca a necessidade do tratamento da SG em grupos mais vulneráveis, além do tratamento dos casos de SRAG, como forma de reduzir o risco de complicações pelos vírus Influenza e, desta forma, as internações e mortes.
O alcance desses objetivos exige que as Vigilâncias Municipais divulguem o protocolo de manejo clínico para todos os profissionais de saúde, difundindo essas recomendações às áreas de assistência, desde a atenção primária até os níveis de cuidado de maior complexidade.
(Agência Pará)
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