Desde que iniciou a ação de combate ao desperdício de água nos lava a jatos clandestinos, a Companhia de Saneamento do Pará já fechou cerca de 30 estabelecimentos. Nesta quinta-feira (9), a ação continua no centro da cidade.
A operação, que terá o apoio de policiais civis e de peritos do Instituto Médico Legal (IML), prevê o corte de ramais que abastecem lava-jatos na Avenida Presidente Vargas, Rua Gama Abeu, Rua Dr. Assis e Rua Joaquim Távora. Os lava-jatos alvos desta ação estão localizados em pontos de grande fluxo de veículos no centro de Belém, e são usados de forma irregular.
Esta será a primeira vez que a Cosanpa atuará nesta área. Por isso, o número de policiais será reforçado.
Por lei estadual, é proibido usar água potável para a lavagem de veículos e, de acordo com o Código de Postura do Município, não se pode usar as vias públicas nem as calçadas para esse tipo de atividade. Geralmente esses estabelecimentos funcionam de maneira totalmente irregular, utilizando até mesmo ligações clandestinas de energia elétrica e mantendo funcionários em situação ilegal.
LAVA-JATO FECHADOS
Na tentativa de inibir esta prática, a Cosanpa realizou nesta quarta-feira (8), uma operação de desligamento que resultou no fechamento de mais dois lava jatos, na travessa Enéas Pinheiro. A ação mobilizou homens da Divisão de Investigações e Operações Especiais (Dioe) e do Instituto Médico Legal.
Os lava-jatos fechados não possuíam nenhum registro junto à Cosanpa e utilizavam ligação clandestina para a lavagem dos veículos, feita diretamente na rede de distribuição de água. “Estamos mapeando as áreas onde existem lava-jatos clandestinos e vamos fechar todos que estiverem incorrendo nessa prática”, diz Cleide Ferreira, engenheira da Cosanpa. Segundo ela, somente neste ano, a companhia já fechou 12 lava-jatos.
A engenheira explica que a quantidade de água tratada desperdiçada nesses estabelecimentos seria suficiente para abastecer uma média de oito a dez residências. Outro problema citado por ela é que se trata de uma atividade potencialmente poluidora. “A ligação irregular feita pelos proprietários dos lava-jatos pode contaminar a água com o descarte indevido dos materiais usados na limpeza, como dos resíduos sólidos que causam obstrução nas redes de tratamento”, ressalta.
Os donos dos estabelecimentos clandestinos foram intimados pela Dioe a comparecerem à delegacia para prestar esclarecimento e responderão pelo crime de furto de água.
(DOL, com informações da Agência Pará)
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