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Uepa realiza campanha pelo teste do olhinho

Dados da Sociedade Brasileira de Oftalmologia Pediátrica mostram que pelo menos 60% das causas de cegueira ou de grave sequela visual infantil podem ser prevenidas ou tratáveis se fossem detectadas precocemente, antes de se agravarem. Para ajudar a diminu

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Dados da Sociedade Brasileira de Oftalmologia Pediátrica mostram que pelo menos 60% das causas de cegueira ou de grave sequela visual infantil podem ser prevenidas ou tratáveis se fossem detectadas precocemente, antes de se agravarem. Para ajudar a diminuir estes índices, a Universidade do Estado do Pará (Uepa) realiza no período de 13 a 17 de maio uma campanha do "Teste do Olhinho" no Centro de Saúde Escola do Marco. Os exames serão realizados em crianças de 0 a 5 anos de idade e nos casos em que for detectado alguma alteração, o paciente será encaminhado para atendimento no próprio posto.

O objetivo da campanha é oportunizar a realização do "teste do olhinho", também conhecido como teste do reflexo vermelho, para crianças que não tiveram acesso ao exame ainda na maternidade. O exame é capaz de detectar e prevenir diversas patologias oculares, assim como o agravamento dessas alterações, como uma cegueira irreversível.

A iniciativa surgiu da parceria realizada entre o os professores do Estágio 3, disciplina “Saúde Comunitária”, do curso de Medicina da Uepa com o Centro de Saúde Escola (CSE), que é gerido pela instituição. “A Uepa está preocupada com a saúde da criança dentro do contexto familiar, por isso, estamos promovendo esta campanha para alertar à população sobre a importância deste exame”, afirmou uma das coordenadoras da campanha, a professora Márcia Maciel.

O atendimento será realizado das 14 às 17 horas por professores e alunos do curso. Para fazer o exame a criança deve ir acompanhada do responsável e apresentar a carteira de vacinação. O teste do olhinho não dói, não precisa de dilatação das pupilas e é rápido, durando em média de dois a três minutos.

Por meio de um aparelho chamado oftalmoscópio, uma espécie de "lanterninha", é focado um feixe de luz nos olhos da criança para observar o reflexo que vem das pupilas. Quando a retina é atingida por essa luz, os olhos saudáveis refletem tons de vermelho, laranja ou amarelo, porém, quando há alguma alteração, o tom fica esbranquiçado. “Vamos verificar se as vias oculares estão íntegras para que a luz chegue na retina”, explicou a professora.

Maciel explica, ainda, que o Protocolo do Ministério da Saúde recomenda que este tipo de exame seja realizado na primeira semana de vida da criança, antes da alta hospitalar. Em Belém, a Lei 8.884, de 18 de outubro de 2011, tornou obrigatório o teste do olhinho em recém-nascidos, durante o primeiro mês de vida, a ser realizado nas maternidades e postos de saúde da rede pública/SUS. “A cegueira infantil pode e deve ser evitada. Então quanto mais cedo for detectado o problema, melhor. Por desconhecimento ou falta de acesso a este exame, muitas crianças deixaram de ser observadas”, afirmou.

O teste do olhinho previne e diagnostica doenças como a retinopatia da prematuridade, catarata congênita, glaucoma, retinoblastoma, infecções, traumas de parto e a cegueira. Segundo a Organização Mundial de Saúde existem 20 milhões de cegos no mundo.

(Agência Pará)

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