“Eu pensei que eu pudesse tomar a vacina e ele também” conta Mariza da Conceição, 20 anos. Ela estava com o filho de três meses no colo e foi ao posto da Unidade Municipal de Saúde do Guamá. Como ontem foi o último dia da Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe, assim como Mariza, muitas pessoas que não pertenciam ao grupo de risco procuram os postos de vacinação. O resultado foi longas filas nos postos de saúde.
Selma Duarte, enfermeira, do posto do Guamá, estava no atendimento da vacinação e conta que a procura de pessoas que não estavam no grupo de risco foi grande. “A gente fica numa situação difícil, a senhora que estava aqui, queria porque queria que o filho dela tomasse a dose. Ela contou que o filho sofre com o problema de asma, mas ela não trouxe o laudo do médico” esclarece.
Coordenadora Estadual de Imunização da Secretaria Estadual de Saúde (Sespa), Jaíra Ataíde acredita que as pessoas foram movidas pelo desespero. “Muitas pessoas se desesperaram devido às notícias de casos de morte.” No Pará foram registrados 8 óbitos por Síndrome Respiratória Aguda Grave, causado pelo vírus H1N1, conhecido também como gripe A.
BALANÇO
No balanço final da campanha, segundo Jaíra Ataíde, o Pará atingiu a meta de 80% estabelecida pelo Ministério da Saúde. Pelo site do Sistema de Informação do Programa Nacional de Imunizações, o vacinômetro, indicou, até o momento do fechamento da matéria, o percentual de 83,09%.
“Como ainda temos regiões como o baixo amazonas que enfrentam dificuldade na comunicação esse percentual ainda poderá ser atualizado” esclarece a coordenadora mediante o não batimento da meta em municípios como Almeirim e óbidos que registraram respectivamente, 45,56% e 48,03%.
(Diário do Pará)
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