Centenas de usuários tiveram dificuldades para chegar ao trabalho, faculdade, escolas públicas e privadas, entre outras atividades, por conta da paralisação parcial das empresas de transporte coletivo urbano, em Santarém. Muitas reclamações de usuários foram observadas por causa da superlotação e da demora dos ônibus, nas paradas.
Mesmo com a prefeitura municipal tendo autorizado táxi-lotação e vans a fazer o transporte de passageiros e anunciar que teria negociado com os empresários que mantivessem 30% da frota circulando, houve muita reclamação pela falta de veículos alternativos em Santarém.
O Sindicato dos Rodoviários de Santarém informou que a categoria quer 16% de aumento e mais uma ajuda de custo de R$ 150,00 mensais. Já o Sindicato das Empresas de Transportes, após uma rodada de negociações, optou pela greve, por alegar que não tem como dar o aumento. Depois das negociações entre empresários e rodoviários, o prefeito Alexandre Von é quem deve definir se dá ou não o que o patronal quer, que é a tarifa de R$ 2,20.
Na tarde de ontem, motoristas e cobradores se concentraram na Avenida Rui Barbosa, no centro de Santarém. Pacificamente, eles induziram outros colegas de profissão a uma paralisação. Caso o aumento salarial não seja aprovado pela classe patronal, os motoristas e cobradores avisaram que vão organizar uma paralisação geral na circulação de ônibus em Santarém.
O prefeito Alexandre Von, esteve reunido ontem pela manhã, com a secretária municipal de Mobilidade e Trânsito, Heloísa Almeida; com o procurador jurídico do Município, José Maria Lima; procurador jurídico da SMT, André Lisboa e técnicos daquela secretaria. O objetivo da reunião foi definir ações diante da greve.
Como primeira providência, a prefeitura solicitou à justiça, em caráter liminar, que seja garantido o percentual mínimo de 30% da frota em circulação. Táxis foram autorizados a fazer a modalidade táxi-lotação, cobrando R$ 1.90 dentro do trajeto feito pelos ônibus. Vans, ônibus e micro-ônibus também foram autorizados, mediante vistoria, a prestarem serviço de lotação, enquanto durar a greve. O credenciamento em ambos os casos, está sendo feito na sede da Secretaria Municipal de Mobilidade e Trânsito.
(Diário do Pará)
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