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População em alerta contra a gripe

Uma parte da população paraense está preocupada com o número expressivo de mortes causadas por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no Estado. De janeiro até ontem 122 pessoas já contraíram a gripe grave e nove pessoas morreram. Entre os óbitos, cinco

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Uma parte da população paraense está preocupada com o número expressivo de mortes causadas por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no Estado. De janeiro até ontem 122 pessoas já contraíram a gripe grave e nove pessoas morreram. Entre os óbitos, cinco foram provocados pelo vírus H1N1. Para quem mora em Belém, o medo é ainda maior, pois a maioria das vítimas fatais residia na cidade. Portanto, o momento é de redobrar os cuidados para evitar a contaminação.

Sem fazer parte do público-alvo da campanha de vacinação – que são idosos, pacientes crônicos, grávidas, puérperas e crianças com idade de seis meses a dois anos –, o entregador Aderson Ferreira, 30, não hesitou e procurou um Posto de Vacinação. “Acho que é importante nos prevenirmos, principalmente quando vemos que pessoas estão morrendo”, ressaltou.

Ontem, na parada de ônibus, com uma toalhinha nas mãos, ele procurava higienizar as mãos para evitar a contaminação. “Desde que começou esta onda de gripe A (há 4 anos), eu busco manter sempre as mãos limpas e isso deve ser um hábito diário”, frisou.

A fiscal de atendimento Karina do Vale, 24, também alegou estar preocupada com a quantidade de pessoas que já morreram vítimas de SRAG, por isso busca uma alimentação saudável para evitar que sofra de baixa resistência e acabe por ficar vulnerável aos vírus Influenza A e B. “Os números assustam mesmo, já são quase dez pessoas mortas e não podemos nos descuidar”, frisou.

“No meu caso, é ainda pior! Eu lido com o público o dia inteiro e ainda pego em dinheiro, que passa de mão em mão”, manifesta o vendedor Luiz Carlos, 39. Ele trabalha em uma banca de revistas e observa que nas últimas semanas diversos clientes deles estavam com tosse.

De acordo com o médico infectologista Lourival Marsola, o ideal é que a população, seja ela de risco ou não, busque manter alguns hábitos - como lavar as mãos com frequência, espirrar e tossir no lenço e evitar permanecer em locais de grande aglomeração – para evitar o contágio pelo vírus. “A pessoa infectada começa a transmitir a doença dois dias antes de ela manifestar os sintomas”, alertou o infectologista, que destaca que não há diferença entre os sintomas de uma gripe provocada pelo vírus H1N1 ou Influenza B.

Questionado sobre a população que não era alvo da campanha de vacinação, Marsola ressaltou que a imunização visa atender as pessoas em condições mais vulneráveis, pois o organismo está mais sensível à ação dos vírus. “O Ministério da Saúde direciona as vacinas para os grupos de pessoas que têm maior risco de apresentar o quadro grave de gripe e vir a óbito”, resumiu.

A coordenadora do Departamento de Epidemiologia da Secretaria de Estado de Saúde (Sespa), Ana Lucia Ferreira, reiterou que, dos nove óbitos registrados por SRAG, oito foram de pacientes que se enquadravam no perfil da população de risco. Desta forma, não há razão para que os demais entrem em pânico.

“Apenas um caso, até agora, está sob investigação para sabermos se a vítima era ou não do grupo de risco. Os demais todos eram pessoas do grupo que precisava se imunizar”, afirmou a coordenadora. Esta vítima, segundo Ana Lucia, seria a advogada Adriana Barreto, que morreu na semana passada, vítima do H1N1.

Três postos de vacinação

A Sespa estuda a possibilidade de manter três postos de vacinação contra a gripe, em Belém, em virtude dos índices de contaminação. Somente nos quatro primeiros meses deste ano, 122 casos de SRAG já foram confirmados no Estado. E, para piorar a situação, 53 municípios paraenses não atingiram a meta de imunizar 80% da população alvo – que representa a quantidade necessária para que se tenha o controle da gripe.

Nestes locais, a vacina continuará disponível nas Unidades Básicas de Saúde, onde funcionam os postos de vacinação, até que a meta seja atendida. “Mas poderão se vacinar apenas as pessoas que compõem os grupos de riscos, que são grávidas, idosos, puérperas, pacientes de doenças crônicas e crianças com idade entre seis meses e dois anos de idade”, frisou Ana Lucia Ferreira.

Quem estiver fora destes grupos poderá tomar a vacina na rede particular. A vacina fica disponível em algumas clínicas, mas o preço não é divulgado.

A Secretaria Municipal de Saúde (Sesma) informou que as vacinas contra gripe estão disponíveis nos postos, mas apenas para as crianças – com idade entre seis meses e dois anos – que precisam tomar a segunda dose.

E mais...

Dicas para se prevenir contra o vírus da gripe:

- Lavar as mãos com frequência;

- Evitar espaços e ambientes muito aglomerados;

- Tomar cuidado com as mudanças de temperatura;

- Ingerir vitamina C;

- Tossir dentro da camisa ou abafar com um lenço;

- Evitar coçar os olhos ou passar as mãos sujas no rosto.

(Diário do Pará)

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