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Empresários europeus conhecem potencial do Pará

Os cerca de sete mil quilômetros de vias navegáveis existentes no Pará foram apenas um dos aspectos apresentados ao grupo de empresários finlandeses que veio, em sua maioria, pela primeira vez a Belém para conhecer melhor o potencial naval do Estado. Reun

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Os cerca de sete mil quilômetros de vias navegáveis existentes no Pará foram apenas um dos aspectos apresentados ao grupo de empresários finlandeses que veio, em sua maioria, pela primeira vez a Belém para conhecer melhor o potencial naval do Estado. Reunidos com o empresariado local, a comitiva apontou para o interesse despertado para investimentos futuros.

Chefe da delegação da Finlândia, Samuli Seilonen disse que o interesse surgiu a partir de informações recebidas em outros estados brasileiros, onde a Finlândia já tem atuação. “Nós já trabalhamos no Brasil no Rio de Janeiro, São Paulo e no Sul e cada vez mais ouvimos mais notícias sobre a construção naval aqui no Pará. Viemos ver com os nossos próprios olhos esse potencial”, apontou.

“O foco da delegação é a construção de portos e naval. É a primeira visita a Belém e viemos ver, ouvir e entender a realidade para planejarmos futuros negócios. Queremos absorver o máximo de informação possível”.

Para o presidente da Federação das Indústrias do Pará (Fiepa), José Conrado, a construção de um polo naval no Estado é de fundamental importância para o escoamento do que é produzido na região. “Temos a previsão de cerca de R$150 bilhões em investimentos no Pará, sendo 90% da iniciativa privada. São investimentos em outras áreas que precisam escoar essa mercadoria. As hidrovias é que vão servir de escoamento”, apontou. “É aí que a gente vê que essa atração de investimentos é de fundamental importância porque é um sistema de transporte moderno e competitivo. O Pará é o Estado que criou o maior conforto em investimentos de negócio”.

Segundo ele, já há, no Estado, uma estrutura considerável para o investimento no que diz respeito à sua construção. A importância da derrocagem do Pedral do Lourenço também foi citado durante o encontro. “Reconhecemos que nossos parlamentares estão engajados nesta força para que isso não demore 40 anos, a exemplo do que aconteceu com as eclusas (de Tucuruí)”.

UFPA

Presente na reunião para apresentar o potencial do laboratório de engenharia naval da Universidade Federal do Pará (UFPA) ao empresariado finlandês, o vice-diretor da faculdade de engenharia naval, Hito Braga, também destacou a atuação da universidade na produção do projeto que possibilitaria a navegação durante todo o ano na hidrovia Araguaia-Tocantins.

“O potencial naval do Estado poderia ser melhor utilizado. O Estado tem uma posição estratégica e boa parte da economia da Amazônia é hidroviária”, aponta, depois de apresentar os projetos desenvolvidos para os Portos de Outeiro e Santarém e de terminais fluviais de passageiros. “O transporte hidroviário é o mais barato. Os Estados Unidos são um grande produtor de soja e o escoamento deles é feito de trem e por hidrovia. No Brasil, a soja ainda é escoada em caminhões”.

(Diário do Pará)

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