Antes mesmo de iniciar a celebração na igreja São José de Queluz, devotos já se posicionavam para conseguir um bom lugar para assistir à missa em homenagem à Santa Rita de Cássia. Ontem foi dia de homenagens, no bairro de Canudos, para a padroeira das causas impossíveis.
De longe, as centenas de rosas vermelhas já chamavam a atenção. “A flor é um símbolo da santa, sempre venho para a festividade e trago uma rosa vermelha para receber a benção. Depois presenteio alguém especial com essa flor”, contou a aposentada Nazaré da Cunha, que mantém essa tradição há vários anos.
As homenagens iniciaram com a missa, às 7h, celebrada pelo arcebispo metropolitano de Belém, Dom Alberto Taveira. Centenas de pessoas lotaram a igreja para agradecer e pedir bênçãos. “Uma personalidade rica como a de Santa Rita deixa uma marca muito importante na igreja e explica a multidão que participa dessa festa hoje (ontem). É uma grande devoção do povo e que expressa o desejo de viver o que Santa Rita viveu”, afirmou.
“Eu já alcancei muitas graças e acredito muito no poder da oração. É uma celebração linda e que renova a nossa fé”, comentou a dona de casa, Jacira Nascimento.
CELEBRAÇÃO
No final da celebração, o arcebispo pediu que os fiéis levantassem suas rosas para que fossem abençoadas. “Que vocês levem, simbolizadas pelas rosas, todas as bênçãos”, disse Dom Taveira. Com várias flores nas mãos, a técnica de enfermagem Silvia Ferreira, se emocionou. “Para mim é uma das celebrações mais bonitas da igreja. As rosas vermelhas deixam tudo mais delicado e especial”.
Após a missa, os devotos se reuniram na porta da igreja para dar início a Procissão das Rosas, que percorreu diversas ruas do bairro. A multidão de fiéis seguiu a imagem da santa com as rosas vermelhas nas mãos.
“Tem gente que fala que não existe rosa sem espinhos. Eu acho que Santa Rita pode dizer que não existe espinho sem rosas, que aquele espinho que se cravou em sua testa participando das dores de Cristo sirva para vermos que atrás de qualquer dor existe uma graça”, disse o arcebispo.
Por todo o caminho da procissão, moradores enfeitaram suas casas com balões e flores para ver a passagem da santa. Além das rosas, o funcionário público Marcos Moraes também carregava uma imagem de Santa Rita de Cássia. Participar da procissão foi a maneira que ele encontrou para agradecer uma graça alcançada. “Fiz um pedido e fui atendido. A fase difícil passou e hoje só tenho a agradecer”, contou.
(Diário do Pará)
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