plus
plus

Edição do dia

Leia a edição completa grátis
Edição do Dia
Previsão do Tempo 28°
cotação atual R$


home
NOTÍCIAS PARÁ

Pais acusam hospital de negligência

Aparentemente era apenas uma criança dormindo. Quem olhava a pequena Daniele Valentina, de 27 dias, deitada sobre a cama, coberta por um mosqueteiro, só percebia o problema ao constatar a dor e as lágrimas nos olhos da mãe e nos demais que a observavam na

twitter Google News

Aparentemente era apenas uma criança dormindo. Quem olhava a pequena Daniele Valentina, de 27 dias, deitada sobre a cama, coberta por um mosqueteiro, só percebia o problema ao constatar a dor e as lágrimas nos olhos da mãe e nos demais que a observavam na humilde casa de madeira, localizada no bairro Dom Aristides, na Colônia, em Marituba.

Na madrugada de ontem, a mãe do bebê, Suelen Ramos Silva, 24, como costumava fazer desde o nascimento da terceira filha, procurou a criança que estava deitada a seu lado, para amamentar. Ao observar a menina, o susto. “Ela tava com o nariz sangrando e com o rosto com sangue. Já tava ficando geladinha”, lembra.

O marido ouviu o grito de desespero e correu para pedir socorro, procurando ajuda na casa ao lado. “Peguei ela e corri pra casa da vizinha, que é técnica de enfermagem, que disse que ela já estava morta. O resgate dos Bombeiros ainda chegou depois, dizendo que não tinha mais nada a fazer, que ela tinha morrido”, conta Dinoel de Jesus Gonçalves, 29.

A morte prematura é considerada, pelos familiares, fruto de negligência médica. “O médico além de ter tratado a minha mulher mal desde o procedimento do parto, só recomendou que procurássemos um posto de saúde para tratar o sopro de coração da minha filha”, reclama Dinoel. De acordo com o pai, a criança foi levada ao posto para realização de exames como o Teste do Pézinho e demais do gênero. “Mas conseguir uma consulta leva, às vezes, até mais de três meses”.

Valentina nasceu no Hospital Divina Providência, em Marituba e sem solicitação de exames ou receita de medicamentos, recebeu alta e nenhuma recomendação foi feita à família. “Não encaminharam para o cardiologista ou para qualquer outro médico. Só falaram para ir ao posto, que sempre encaminha para o Divina Providência”, completa.

Em casa, aparentemente estava tudo normal com a criança. “Ela era um bebê normal, mamava muito, mas hoje faleceu do nada, sem mais nem menos”, diz o pai, ainda chocado, na porta da Seccional Urbana de Marituba, onde um Boletim de Ocorrência Policial foi registrado e um inquérito aberto. A família acusa o hospital de negligência por não ter dado devida atenção à observação que consta na ficha de saída do hospital: “sopro sistólico suave no coração”.

O DIÁRIO tentou contato com o Hospital Divina Providência, mas não conseguiu.

(Diário do Pará)

VEM SEGUIR OS CANAIS DO DOL!

Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.

Quer receber mais notícias como essa?

Cadastre seu email e comece o dia com as notícias selecionadas pelo nosso editor

Conteúdo Relacionado

0 Comentário(s)

plus

    Mais em Notícias Pará

    Leia mais notícias de Notícias Pará. Clique aqui!