Se confirmada a morte do professor Arão Saraiva de Araújo, na madrugada desta quinta-feira (23), pelo vírus H1N1, esta será a 15ª vítima fatal de gripe no estado.
O professor, de 57 anos, não fazia parte do grupo prioritário para receber a vacina. Os casos de morte estão provocando receio na população, que questiona a escolha do público-alvo – formado por doentes crônicos, mulheres até 45 dias após o parto (em puerpério), crianças de seis meses a dois anos, gestantes, pessoas com 60 anos ou mais, indígenas, pessoas privadas de liberdade e profissionais de saúde.
“Por que os detentos merecem maior prioridade do que professores?”, questionou a dona de casa Marisa Araújo, de 53 anos. Ela conta que preferiu pagar para ser vacinada e que acha “um absurdo a vacina não ser estendida a toda a população ou a um grupo maior de pessoas”.
O professor de geografia, Jurandir Amaral, que trabalha na mesma escola do professor Arão Saraiva, afirmou que tentou se vacinar por duas vezes e não conseguiu. “Eu estou no grupo de risco porque sou hipertenso. Tentei me vacinar duas vezes e não consegui porque tossi na fila e informaram que não podia”.
As pessoas que não estão no grupo prioritário para receber as doses gratuitas contra a gripe podem recorrer à vacinação em clínicas particulares. Nestes locais, segundo levantou a reportagem do DOL, o valor da vacina varia entre R$ 65,00 e R$ 110,00.
(Antonio Santos/DOL)
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