Mãe de um adolescente de 16 anos, portador de esquizofrenia, a auxiliar administrativa, Adriana Almeida, denunciou, ontem, a falta de psicólogos e psiquiatras para atender as crianças e adolescentes no Centro de Atenção Psicossocial Infanto-juvenil (Capsi) que fica localizado na Rua da Pedreirinha, passagem Rio Branco, no bairro da Guanabara.
Ela contou que o filho já vinha se tratando normalmente há dois anos no centro, inaugurado na gestão do prefeito Helder Barbalho. Há pouco mais de um mês foi cortada a distribuição de medicamentos, o que já começou a dificultar a vida das famílias dos pacientes que passaram a arcar com esta despesa que “para um assalariado fica pesado”, diz Adriana.
Há um mês, foi demitida a psicóloga que fazia o acompanhamento psicoterápico dos pacientes, o que já deixou as famílias muito preocupadas. “Mas o pior de tudo aconteceu agora, quando nos informaram que também não tem mais psiquiatra, que é o médico que passa a receita. O remédio é controlado e continuado e sem ele o meu filho pode surtar”, diz Adriana.
Atualmente só trabalham no Capsi, que atende pacientes de todo o município, os técnicos de enfermagem que fazem somente a terapia ocupacional. “Eles ficam sem saber o que fazer, querem ajudar mas não tem como receitar medicamentos”, conta a mãe que já está desesperada porque não tem receita para comprar mais remédio, que já está acabando, para o filho. “Não pode essas crianças e adolescentes ficarem abandonados. A verba é federal que vem para a prefeitura. Tá indo pra onde esse dinheiro?”, questiona a auxiliar administrativa que já não sabe a quem apelar para resolver o problema.
O DIÁRIO solicitou à Secretaria de Saúde de Ananindeua um posicionamento sobre a situação, mas até o fechamento desta edição não obteve resposta.
(Diário do Pará)
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