plus
plus

Edição do dia

Leia a edição completa grátis
Edição do Dia
Previsão do Tempo 28°
cotação atual R$


home
NOTÍCIAS PARÁ

Prédio do Arquivo Público precisa de reformas

A imponência das imensas estantes de ferro consegue se destacar em meio ao salão rico em cada detalhe. Envolvendo o ‘cerco’ que abriga o espaço destinado para a pesquisa, as prateleiras carregam memórias do Estado do Pará que chegam a datar de 1655. Ainda

twitter Google News

A imponência das imensas estantes de ferro consegue se destacar em meio ao salão rico em cada detalhe. Envolvendo o ‘cerco’ que abriga o espaço destinado para a pesquisa, as prateleiras carregam memórias do Estado do Pará que chegam a datar de 1655. Ainda que em um primeiro olhar, percebe-se a importância do Arquivo Público do Estado do Pará (APEP) para o entendimento da história. Alvo de denúncias quanto às condições de suas instalações no período em que completou 112 anos, o prédio localizado em meio ao centro comercial de Belém deve passar por reforma no segundo semestre deste ano.

De acordo com o diretor do APEP, Agenor Sarraf, os recursos necessários para a reforma do prédio já foram autorizados pelo Governo do Estado. “Serão R$3,6 milhões para a reforma. Projetos complementares como o hidráulico, o elétrico, predial e para a aquisição de móveis já foram concluídos e em junho deve sair o edital de licitação para selecionar a empresa que fará a reforma”, afirma. “A previsão é de que comece em agosto. Estamos em busca de outro espaço para que não precisemos parar os serviços que estamos desenvolvendo enquanto estiver acontecendo”.

Segundo Agenor, os principais problemas envolvendo o edifício, que abriga cerca de quatro milhões de documentações históricas, dizem respeito às redondezas onde está localizado. Cercado por barracas e em meio às ruas estreitas do Comércio, das janelas do salão principal do APEP é possível ver os riscos localizados do lado de fora, como o emaranhado de fios no poste à frente.
“O principal problema é que o Arquivo Público está instalado em um bairro de risco. O sistema hidráulico e elétrico aqui é caótico”, lembra. “É possível que se faça toda a reforma do prédio, mas pode continuar tendo problemas, porque ele está ligado à rede maior do bairro, que é muito antiga. O ideal seria ter outro lugar em uma região de menor risco para termos a instalação do serviço”.

AMEAÇAS

Demandada pela própria sociedade civil sobre os riscos que o Arquivo Público pode estar correndo, a advogada e presidente da Comissão de Arte e Cultura da Ordem dos Advogados do Brasil do Pará (OAB-PA), Leny Silva de Carvalho, compartilha da mesma opinião. “Recebemos, através de um clamor popular, informações de que o prédio estava correndo um alto risco em função da utilização em torno do prédio por barracas de alimentos cobertas com plásticos. A comissão fez uma fiscalização e constatamos que, realmente, o local que abriga a nossa documentação histórica estava sendo ameaçado por circunstâncias vindas de fora para dentro”, aponta, ao se referir à realidade observada no momento da fiscalização no prédio. “O Arquivo Público teria que sair daquele espaço. O comércio é uma pólvora. São fiações elétricas mal instaladas, entulho muito grande, sujeira, barulho. Há muitas pesquisas que apontam o risco causado pelo barulho, e o barulho [no Comércio] é muito grande”.

Para além das instalações do entorno, a presidente da comissão da OAB afirma também ter identificado a necessidade de reforma nas instalações do próprio prédio. Problemas que, segundo ela, dizem respeito apenas às instalações físicas que abrigam a documentação. “Além de o prédio não abrigar mais a documentação do passado e a do presente que chega, ele é antigo. Não há um sistema eficiente de fiação elétrica, assim como de encanação”, afirma. “Porém, a preservação dos documentos ainda é a melhor possível. O trabalho do Arquivo Público é um trabalho profissional, de grande responsabilidade. São profissionais capacitados para exercer esse trabalho. Eles [documentos] estão muito bem guardados. A questão maior é mesmo da instalação do prédio e o meio em que ele está”.

Tesouros assentados sob um barril de pólvora

Diretamente envolvido no trabalho desenvolvido para salvaguardar documentações únicas como as correspondências dos representantes enviados ao Brasil pelo rei no período da colonização, o assistente administrativo do APEP Marcelo Nascimento não esconde a preocupação sentida. “Já aconteceu várias vezes do transformador [localizado no poste que fica na calçada em frente ao prédio do APEP] estourar e não sabemos a dimensão que isso pode tomar. Que eu já tenha visto, isso já aconteceu duas ou três vezes e, por ele estar localizado em um local cercado por ruas estreitas, é até difícil que o caminhão dos Bombeiros chegue aqui. Isso preocupa”, aponta. “Há um perigo porque se cair alguma faísca, se houver um curto, a documentação pode se perder. O acervo do Arquivo Público é formado 99% por papel”.

(Diário do Pará)

VEM SEGUIR OS CANAIS DO DOL!

Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.

Quer receber mais notícias como essa?

Cadastre seu email e comece o dia com as notícias selecionadas pelo nosso editor

Conteúdo Relacionado

0 Comentário(s)

plus

    Mais em Notícias Pará

    Leia mais notícias de Notícias Pará. Clique aqui!