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Causa da morte de professor será conhecida hoje

Familiares e vizinhos do professor de língua estrangeira, Arão Saraiva de Araújo, se reuniram ontem no residencial Paulo Fonteles, bairro do Mangueirão, para definir que ações cobrarão do poder público em resposta à morte do educador, supostamente causada

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Familiares e vizinhos do professor de língua estrangeira, Arão Saraiva de Araújo, se reuniram ontem no residencial Paulo Fonteles, bairro do Mangueirão, para definir que ações cobrarão do poder público em resposta à morte do educador, supostamente causada pelo vírus H1N1, na madrugada da última quinta-feira. A preocupação é com a prevenção da doença na comunidade.

“O que nós queremos é a garantia de vacinação para as pessoas do bairro. Até a perda do meu pai ninguém próximo tinha manifestado sintomas da doença, mas agora uma vizinha de 12 anos já foi internada e o meu sobrinho também está com suspeita de pneumonia. Está todo mundo preocupado”, disse Abel de Araújo, filho do professor, que morava no bairro com a esposa e três filhos.

Segundo Abel, Arão começou a apresentar sintomas da doença na quarta-feira da semana retrasada, quando teria sido diagnosticado com uma “virose comum”. O quadro, entretanto, evoluíra com aumento da febre. “O quadro foi agravado no domingo quando os exames demonstraram o pulmão inteiramente manchado e a taxa de hemácias muito baixa. Na segunda foi transferido para UTI sedado e infelizmente, veio a óbito depois de uma parada cardíaca”, relembra o filho, que não tem dúvidas da causa da morte.

“Foi gripe ‘A’. Temos o laudo médico e o atestado médico que confirmam que a causada da morte foi H1N1 influenza”, diz, Abel que acredita que o pai possa ter contraído a doença no local de trabalho. “Nós trabalhamos com a hipótese de ele ter pegado a doença ou na (escola) Fernando Ferrari, em Marituba ou no Augusto Meira porque tem muita movimentação de pessoas e condições de prevenção ruins, como falta de água, sabão e álcool gel para higienizar as mãos. Em casa, até ele ficar doente ninguém apresentava sintoma nenhum”.

TEMOR

Temendo contaminações, Abel diz que a reunião com os moradores serviu para organizar uma estratégia de cobrança. O grupo pretende protocolar hoje, na Vigilância Sanitária do Estado, pedido de medidas que garantam a prevenção. Caso não obtenha sucesso, o grupo promete manifestação na quarta-feira. “Se não garantirem nossa vacinação vamos fechar a Augusto Montenegro.

A assessoria de comunicação da Secretaria Municipal de Saúde (Sesma) informou que aguarda para hoje o resultado dos exames que podem comprovar a causa da morte do educador.

A coleta do material biológico de Arão foi realizada no domingo por técnicos do Departamento de Vigilância em Saúde da Sesma, mas as análises são de responsabilidade da Secretaria Estadual de Saúde (Sespa), que não foi encontrada para comentar o assunto.

Em nota, a Secretaria de Estado de Educação (Seduc) informa que as secretarias estaduais e municipais de saúde foram acionadas e visitaram a Escola Estadual Augusto Meira para orientar a limpeza do ambiente da unidade de ensino.

Informa ainda que, amanhã, técnicos da Sespa farão palestra sobre a prevenção contra a doença e que a escola deverá entrar no calendário de vacinação contra H1N1. Sobre a Escola Fernando Ferrari, a Seduc informa que entrará em contato com as secretarias de saúde para a averiguação da situação.

(Diário do Pará)

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